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ATUALIZADA - Trump aprova envio de armas pesadas a grupo que combate o EI na Síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente americano, Donald Trump, aprovou o envio de armamento pesado aos curdos que lutam contra a facção terrorista Estado Islâmico no norte da Síria, em uma decisão que deve enfrentar forte oposição da Turquia.

As Forças Democráticas da Síria, que incluem a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), são o principal parceiro dos Estados Unidos na guerra contra o EI na Síria. Desde novembro o grupo vem trabalhando com a coalizão liderada pelos americanos para retomar a cidade de Raqqa, bastião dos extremistas em solo sírio.

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"Ontem [segunda-feira], o presidente autorizou o Departamento de Defesa a equipar elementos curdos das Forças Democráticas da Síria como necessidade para assegurar uma vitória clara contra o Estado Islâmico em Raqqa, na Síria", afirmou nesta terça (9) a porta-voz do Pentágono, Dana White.

"Nós estamos conscientes das preocupações de segurança da Turquia, nossa parceira na coalizão", acrescentou a porta-voz. "Queremos reafirmar ao povo e ao governo turco que os Estados Unidos estão comprometidos em prevenir riscos adicionais e em proteger nosso aliado na Otan", disse, citando a aliança militar ocidental.

Para o Pentágono, as Forças Democráticas da Síria "são a única força em solo sírio que podem conquistar Raqqa com sucesso em um futuro próximo".

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Uma lista completa das armas a serem enviadas não foi divulgada, mas o armamento inclui morteiros 120 mm, metralhadoras, munição e veículos blindados, segundo funcionários da Casa Branca afirmaram à Associated Press sob condição de anonimato. Mísseis de artilharia não serão enviados.

Um cronograma não foi detalhado, mas a intenção é providenciar o mais rápido possível a assistência às forças curdas.

Durante o governo Barack Obama (2009-2013), as Forças Democráticas da Síria já recebiam apoio, mas limitado, como munições e armas leves. Em janeiro, dias após a posse de Trump, um porta-voz da coalizão afirmou que os EUA haviam aumentado o envio de armas, incluindo blindados.

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TURQUIA

A decisão não deve agradar à Turquia do presidente Recep Tayyip Erdogan, que considera a milícia curda um braço do grupo PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), classificado como organização terrorista por Ancara e também Washington.

O YPG é alvo de bombardeios da Turquia, que enfrenta há três décadas uma insurgência dos combatentes curdos no sudeste do país. Um cessar-fogo foi rompido em julho de 2015, levando ao aumento da violência na região.

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Não está claro como o governo Trump irá evitar uma eventual retaliação da Turquia, mas militares americanos já haviam sugerido anteriormente que os EUA fornecessem apenas as armas suficientes aos combatentes curdos para a batalha em Raqqa, restringindo o envio em outras operações.

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