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Chefe do FBI mentiu sobre número de e-mails de Hillary, diz testemunha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diferentemente do que o diretor do FBI (polícia federal americana), James Comey, disse ao Congresso dos Estados Unidos na semana passada, uma assessora de Hillary Clinton não encaminhou para seu marido "centenas de milhares" de e-mails, incluindo mensagens confidenciais, da ex-secretária de Estado.

A informação foi repassada à agência de notícias Associated Press (AP) por uma pessoa, que falou em condição de anonimato, com conhecimento das investigações contra Hillary pelo uso de um servidor privado de e-mails.

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Em depoimento a congressistas, Comey defendeu a decisão de revelar em outubro do ano passado, a poucos dias da eleição presidencial, que o FBI havia encontrado "centenas de milhares" de e-mails potencialmente conectados ao caso de Clinton em um laptop pertencente ao ex-deputado Anthony Weiner, que se separou no ano passado de Huma Abedin, assessora da democrata.

Na época, o FBI obteve um mandado para pesquisar o laptop de Weiner, em meio a uma investigação de um escândalo sexual, e pesquisou milhares de e-mails, disse Comey, incluindo alguns com informações confidenciais que haviam sido enviadas pela ex-assessora de Hillary para serem impressos.

Embora as autoridades tenham encontrado muitos e-mails novos, não havia nada para mudar a decisão do FBI de julho de não recomendar acusações, disse Comey.

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De acordo com a fonte da AP, o número de e-mails que Comey disse ter encontrado é errado e não havia dados confidenciais nas mensagens encaminhadas. O FBI não fez comentários sobre a informação da AP.

Democratas acusam Comey de ter colaborado com a eleição de Donald Trump ao reabrir em data tão próxima do pleito um inquérito contra Hillary, então favorita à Casa Branca. O diretor do FBI diz ter avaliado que seria "catastrófico" ficar em silêncio diante das mensagens encontradas.

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