Com apenas 300 homens, Força Nacional deve chegar ao Rio nesta terça
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Diante do agravamento da violência no Rio de Janeiro, a Força Nacional chega à cidade nesta terça-feira (9) com uma tropa de 300 homens -equivalente a 0,65% do efetivo da Polícia Militar fluminense. A tropa partiu de Brasília em comboio nesta segunda (8).
Os 300 homens vão se somar aos 125 que já estão na capital desde dezembro, reforçando a segurança do Palácio Guanabara, sede do governo, e da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) -atuam, por exemplo, em protestos de servidores contra cortes de Orçamento por parte do Estado.
A função da tropa que chega nesta terça (9) ainda não foi divulgada; tampouco quando começarão a atuar e por quanto tempo ficarão. Os ministérios da Defesa e da Justiça, junto com a secretaria da Segurança do Rio, estão elaborando um plano de segurança para o Estado.
Em evento no Rio nesta segunda, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o foco será inteligência. "Precisamos saber onde está o comando do crime e agir cirurgicamente."
Ele disse que o socorro federal à segurança pública do Rio custa caro, e que não se pode gastar "em coisas que não são efetivas", citando como exemplo a ocupação do Complexo da Maré, conjunto de favelas na zona norte da capital. As Forças Armadas ficaram lá por 14 meses, até junho de 2015, mas o tráfico continua presente até hoje. "Quando saímos, o Estado não entrou com um conjunto de serviços. O que aconteceu foi que aquilo [o tráfico] voltou."
O ministro está na Colômbia nesta terça (9), onde se reúne com representantes locais da área de segurança para falar sobre questões ligadas à fronteira, como tráfico de armas. Há a preocupação de que, com a desmobilização das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no país vizinho, as armas usadas pelos ex-guerrilheiros acabem vindo para o Brasil.
