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ATUALIZADA - Doria promete retirar muro da raia olímpica da USP

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GIBA BERGAMIM JR.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fechou acordo com a USP (Universidade de São Paulo) para dar fim ao muro que separa a raia olímpica da universidade da marginal Pinheiros (zona oeste).

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Orçada em cerca de R$ 2 milhões, a mudança será bancada por empresas que doarão os materiais necessários para isso e bancarão os projetos arquitetônicos e de iluminação.

A barreira de aproximadamente dois quilômetros que está ali há 21 anos será trocada por gradis, segundo a medida anunciada nesta segunda-feira (8) pelo prefeito.

Além de um trabalho de paisagismo, a promessa é refazer o sistema de luz da área e construir uma pista de cooper no espaço que separa a raia da marginal.

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Uma empresa da área de saúde doará cerca de R$ 1,6 milhão para a retirada do muro e instalação da grade, conforme a promessa do tucano.

Outra empresa fará todo o projeto de iluminação de LED (mais econômica) e de um sistema que permite o controle dos gastos com energia elétrica. A estimativa é de que o custo disso chegue a R$ 200 mil. Uma terceira companhia é a responsável pelo projeto, que prevê cerca de mil refletores, segundo a prefeitura.

O prazo estipulado pelo prefeito para finalizar a obra é agosto deste ano.

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O anúncio de Doria para a raia é parte de um projeto já divulgado em 2012 pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que não avançou.

Padrinho político do prefeito, Alckmin não conseguiu tirar do papel iniciativa que previa não só retirar o muro como construir uma passarela com 500 metros de extensão que ligaria a USP ao Parque Villa-Lobos.

A ideia era fazer isso por meio de parcerias público-privadas com apoio do Banco Mundial.

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Três anos antes, porém, o então secretário de Subprefeituras da cidade, Andrea Matarazzo (ex-PSDB, hoje no PSD) já havia sugerido o plano de reestruturação da área da raia ao governador da época, José Serra (PSDB).

Construída em 1973 paralelamente à marginal, a raia olímpica é um conjunto esportivo destinado à prática do remo e da canoagem. Com 2.200 metros de extensão e cem metros de largura, foi usada em competições.

Além de utilizada em regatas, costuma ser ponto de treinamento de atletas. "A raia é um dos lugares mais bonitos da cidade, é um espelho d'água. Mas é separada por um muro que dificulta a visão das pessoas que vêm da marginal Pinheiros, que não podem enxergar a raia e nem a USP, que é um grande boulevard", disse o prefeito.

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A Subsecretaria de Assuntos Metropolitanos, do governo estadual, disse por meio de nota que o projeto de 2012 "demonstrou-se financeiramente inviável diante da crise econômica nacional".

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