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Para Temer, vitória de Macron deve melhorar relação da França com Brasil

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GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer avalia que a vitória de Emmanuel Macron foi melhor para o Brasil e abre a oportunidade de melhorar as relações comerciais e diplomáticas com a França.

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O governo peemedebista tinha o receio de que o êxito de Marine Le Pen pudesse afetar a balança comercial com o Brasil, uma vez que ela é defensora de medidas protecionistas, e gerar uma instabilidade no mercado internacional, causando impactos na moeda brasileira.

Em conversas reservadas, Temer demonstra simpatia pelo centrista, que, assim como o peemedebista, identifica-se com a centro-direita em questões econômicas e defende a reformulação das leis trabalhistas em seu país. Macron quer rever a atual jornada de 35 horas semanais e facilitar demissões. Os sindicatos já preparam seus protestos.

Nas redes sociais, o presidente brasileiro felicitou a vitória de Macron e disse que Brasil e França "continuarão a trabalhar juntos em favor da democracia, dos direitos humanos, do desenvolvimento, da integração e da paz".

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Temer pretende telefonar para Macron nesta segunda-feira (8) e, assim como fez com o presidente americano, Donald Trump, deve propor a criação de um grupo entre os dois países para melhorar o ambiente de negócios.

Filiado ao partido socialista francês, o presidente François Hollande era visto com certa desconfiança por integrantes da diplomacia brasileira por sua proximidade com os governos petistas.

Hollande afirma ser amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, após o processo de impeachment de Dilma Rousseff, defendeu que a Constituição Federal seja respeitada.

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Macron foi eleito presidente da França com 65,1% dos votos, segundo estimativas de boca de urna, que ainda serão confirmadas durante as próximas horas.

Representando o movimento independente Em Frente!, ele governará pelos próximos cinco anos a sétima maior economia do mundo e um dos cinco países com direito o veto no Conselho de Segurança da ONU.

Ele será o presidente mais jovem desde a eleição em 1848 de Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão, aos 40.

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