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Lulinha Alencar e Mestrinho homenageiam Dominguinhos em show

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THALES DE MENEZES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Discípulo de Luiz Gonzaga e influência para gerações de sanfoneiros, Dominguinhos (1941-2013) é reverenciado como "paizão" por novos nomes do instrumento. Dois deles se reúnem neste sábado (6), no Sesc Pinheiros, para prestar uma homenagem carregada de emoção.

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O álbum "ToCantE" é o primeiro encontro em disco de Lulinha Alencar e Mestrinho. Reconhecidos como inovadores na reinterpretação de baião, forró e xote, eles devem mostrar no palco outras facetas da sanfona.

"Além de ser meu ídolo, inspiração e influência, conheci Dominguinhos quando era bem novo", contra o sergipano Mestrinho. "Meu pai, também sanfoneiro, me levou a um show dele em São Paulo, quando eu tinha 16 anos. Aí eu não desgrudei mais. Ele, com a maior generosidade, me chamava para todos os shows que fazia em São Paulo."

Lulinha também conheceu o mestre em São Paulo. "Cheguei do Rio Grande do Norte para tocar piano, mas vim com uma sanfoninha que pai me deu. Tive contato com Dominguinhos num concerto no Memorial da América Latina e ali começou minha devoção. Sempre conversava com ele, mostrava música", diz Lulinha. "Sempre conversava, mostrava música. Passava tardes com ele, levava feijão de corda para fazer."

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Além dos encontros constantes nos palcos, Mestrinho tocou cinco anos com Dominguinhos. "Estava no último show dele em Exu. Sempre que eu tinha alguma dificuldade, ele me ajudava, não só financeiramente como emocionalmente. Tenho uma gratidão eterna. Sempre vou honrá-lo."

Lulinha acompanhou Dominguinhos no último São João do lendário sanfoneiro, que é o grande circuito de festas juninas pelo Nordeste. "Foram 30 dias juntos, em 2012, e bem emocionante porque também era a comemoração do centenário de Luiz Gonzaga."

"O Meu Último São João", que conta essa história, é uma das três músicas compostas por Lulinha que estão em "ToCantE". Mestrinho escreveu duas. Uma delas tem o título "Só Deus Sabe". Ela não tinha nome até o dia em que, quando Lulinha perguntou qual era, Mestrinho disse "só Deus sabe". "Aí ficou", conta o autor, rindo.

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Essas faixas autorais da dupla compõem o álbum ao lado de músicas do próprio homenageado, além de uma escrita e gravada pelo acordeonista francês Richard Galliano, amigo de Lulinha e fã de Dominguinhos. Após sua morte, o francês escreveu "Ciao São Paulo", que fecha o disco.

"ToCantE", lançado pelo selo Núcleo Contemporâneo, não é festivo, como muitas vezes as pessoas pensam ser sempre o som da sanfona. É um trabalho sereno, bancado pelo selo . "É um disco que toca na alma, para ser ouvido com tranquilidade, para as pessoas se emocionarem. Não é um lance eufórico, é para você ouvir e acalmar o coração", diz Mestrinho.

Ele avisa que os dois devem fazer no show o disco inteiro, mas surpresas podem aparecer no repertório. "Com a gente sempre rola um imprevisto musical."

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LULINHA ALENCAR & MESTRINHO

QUANDO sábado (6), às 21h

ONDE Sesc Pompeia, r. Clelia, 93, tel. (11) 3871-7700

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QUANTO de R$ 6 a R$ 20

VENDA DO CD por R$ 25, no site (http://www.nucleocontemporaneo.com.br/)

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