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Após conflitos, mais de cinco mil crianças ficam sem aulas no Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mais de cinco mil crianças de comunidades do Rio de Janeiro estão sem aula nesta sexta-feira (5), segundo a Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer.

No total, cinco escolas, seis creches e quatro Espaços de Desenvolvimento Infantil no Complexo do Alemão, na Penha, e na comunidade do Caju, na zona portuária do Rio, estão sem atendimento devido os recentes conflitos na capital fluminense. As informações são da Agência Brasil.

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A CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) informou que não há nesta sexta operações policiais nestas duas regiões da cidade. Nesta quinta (4), houve um intenso confronto entre o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da Polícia Militar e criminosos que atuam nessas regiões.

No Complexo Alemão, cinco homens morreram e um ficou ferido. Além disso, foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas e drogas. No mesmo local, policiais civis ainda prenderam dois suspeitos, entre eles um policial militar, de fornecer armas e munições para facções criminosas.

Os dois estavam dentro de um carro, com cerca de 3.500 munições de pistola, em um dos acessos a comunidade. O carro estava sendo dirigido pelo policial, que está submetido a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Cruzeiro, uma das favelas que integram o maciço dos complexos do Alemão e da Penha.

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O caso está sendo investigado pela Delegacia da Pavuna (39ª DP). De acordo com a assessoria de imprensa das UPPs, o policial preso foi ouvido na 8ª DPJM (Delegacia de Polícia Judiciária Militar) e já está preso na UPPM (Unidade Prisional da Polícia Militar), em Niterói. Ele também responderá a um processo administrativo disciplinar na PM.

Já na comunidade do Caju, segundo o comando da UPP local, um homem foi preso e foram apreendidos um fuzil, uma escopeta e drogas. Depois da operação, criminosos ameaçaram atacar uma das bases da UPP e, por isso, o policiamento foi reforçado por outras equipes, batalhões da área e pelo Bope.

Durante a madrugada e manhã desta sexta, não foram registrados confrontos na região.

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