Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Em voto apertado, Trump consegue derrubar Obamacare na Câmara

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARCOS AUGUSTO GONÇALVES

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Depois de muitas polêmicas, negociações e um grande fiasco no Congresso, no mês de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu nesta quinta (4) que a Câmara aprovasse um novo projeto para revogar e reformular o Obamacare -como ficou conhecida a lei sancionada em 2010 por Barack Obama para ampliar o alcance do sistema público de saúde. A medida ainda deve ser apreciada pelo Senado, onde os republicanos têm maioria estreita.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A vitória, apertada, por 217 a 213, deixa no ar uma série de incertezas sobre as consequências práticas das novas regras, mas tem forte significado político. Durante os últimos sete anos os republicanos atacaram o plano democrata de maneira implacável, pregando a urgente necessidade de derrubá-lo.

Durante a campanha, Trump insistiu no tema, assegurando que se ganhasse aprovaria sem demora uma nova legislação. Mas desde sua posse, em 20 de janeiro, o Partido Republicano tem dado mostras de desarticulação e despreparo para cumprir a promessa -apesar de ser maioria no Congresso.

A primeira proposta republicana, apresentada em março, esbarrou na oposição de setores ultraconservadores do partido, que pregavam uma solução de mercado sem subsídios e amparos estatais. Entre os parlamentares moderados houve também quem resistisse ao projeto temendo a perda de apoio de eleitores prejudicados pelas novas regras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O projeto, costurado pelo presidente da Câmara, Paul Ryann, acabou sendo retirado antes de ir a plenário, impondo uma ruidosa derrota a Trump e aos republicanos.

A nova versão, agora aprovada, esteve por naufragar durante a semana por não dar garantias de que destinaria recursos para o tratamento de pacientes com doenças pré-existentes.

O assunto tornou-se mais sensível quando Jimmy Kimmel, comediante e apresentador de TV, fez uma emocionada defesa do Obamacare ao descobrir que seu filho recém-nascido sofria de uma doença cardíaca congênita. Ele lembrou que antes da lei sancionada pelo presidente democrata havia uma grande chance de um adulto com a doença de seu filho não conseguir um plano de saúde -por tratar-se de um problema diagnosticado desde o nascimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Muitos republicanos ameaçaram abandonar o barco até que o deputado Fred Upton apresentou uma emenda que garante um aporte de US$ 8 bilhões para manter nos próximos anos a assistência para portadores de doenças pré-existentes.

Não está claro, contudo, se os recursos serão suficientes -democratas e muitos especialistas dizem que não. Tampouco sabe-se ao certo quais serão os impactos do projeto, caso transforme-se em lei.

A votação foi organizada a toque de caixa para garantir uma vitória expressiva ao governo. Sob protestos, a maioria adotou procedimentos excepcionais para passar por cima de protocolos e acelerar o processo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O projeto foi aprovado sem a tradicional análise da comissão de Orçamento (Congressional Budget Office), que tem a missão de apontar as consequências dos dos projetos em tramitação. Em março, a comissão havia estimado que o primeiro projeto republicano deixaria 24 milhões de pessoas sem cobertura na próxima década.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV