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ATUALIZADA - Membro da Academia Brasileira de Letras, Eduardo Portella morre aos 84

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O escritor e membro da ABL (Associação Brasileira de Letras) Eduardo Portella morreu nesta terça (2), aos 84 anos, no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele fazia parte da instituição desde 1981.

Um dos membros com mais influência na estrutura de poder da Casa de Machado de Assis, Portella era visto como um "fazedor de reis". Ou seja, sua bênção era importante para que um candidato fosse eleito para a instituição.

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Crítico, professor e escritor, Portella também fez careira na política. Além de ter feito parte do gabinete civil de Juscelino Kubitschek, foi ministro da Educação do governo de João Figueiredo, entre 1979 e 1980. Do período, ficou famosa a frase usada pelo imortal ao falar do cargo: "Não sou ministro, estou ministro".

Em 1988, foi nomeado diretor geral adjunto da Unesco e ficou cinco anos no cargo. Depois, presidiria a conferência geral da instituição entre 1997 e 1997, entre outros cargos que ocupou no exterior.

Portella nasceu em Salvador em 1932 e formou-se advogado em Pernambuco, em 1955. Ao mesmo tempo, fez cursos de filologia e crítica literária em Madri, Paris e Roma.

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Depois disso, seguiu uma carreira dedicada à literatura, primeiro como crítico, no "Diário de Pernambuco". E então dedicou-se à vida universitária, chegando a diretor da faculdade de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1978.

Membro diversas vezes do júri do Prêmio Camões, o mais importante da língua portuguesa, Portella publicou obras como "Teoria Literária" (1976) e "O Intelectual e o Poder" (1986).

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