Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Maduro pede 'Constituinte popular' sem voto universal na Venezuela

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou nesta segunda-feira (1º) uma Assembleia Constituinte "popular" para redigir uma nova Constituição. Os integrantes, afirmou, serão eleitos por setores da sociedade e não pelo voto universal.

"Convoco o poder constituinte original para alcançar a paz de que o país precisa, para derrotar o golpe fascista, uma Constituinte cidadã, não de partidos políticos. Uma Constituinte do povo", disse Maduro, diante de milhares de simpatizantes reunidos no centro de Caracas pelo 1º de Maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O chavista anunciou que entregaria ainda na segunda-feira ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) as bases do processo, que contempla a eleição de 500 constituintes, uma parte por setores sociais que escolherão diretamente seus representantes e a outra parte por municípios.

"Será uma Constituinte eleita com voto direto do povo para eleger uns 500 constituintes: 200 ou 250 pela base da classe operária, as comunas, missões, os movimentos sociais." Maduro disse que os demais constituintes "vão ser eleitos em um sistema territorializado, com caráter municipal e local".

O chavista afirmou que a decisão se baseia nos artigos 347 e 349 da atual Constituição venezuelana, adotada em 1999, no primeiro ano do governo de Hugo Chávez (1954-2013). Os membros da Constituinte de 1999, que pertenciam majoritariamente ao chavismo, foram eleitos por votação nacional e voto direto -

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

não por setores, como agora propõe Maduro.

Diz o texto do artigo 347: "O povo da Venezuela é o depositário do poder constituinte original. No exercício do dito poder, pode convocar uma Assembleia Nacional Constituinte com o objetivo de transformar o Estado, criar um novo ordenamento jurídico e redigir uma nova Constituição".

O artigo 349 afirma: "O Presidente ou Presidenta da República não poderá se opor à nova Constituição. Os poderes constituídos não poderão de forma alguma impedir as decisões da Assembleia Nacional Constituinte. Uma vez promulgada a nova Constituição, esta será publicada no Diário Oficial da República Bolivariana da Venezuela ou no Diário da Assembleia Nacional Constituinte".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

OPOSIÇÃO

O líder opositor Henrique Capriles escreveu em uma rede social que "frente à fraude constitucional de uma Constituinte que acaba de anunciar o ditador, povo às ruas para desobedecer semelhante loucura!".

O deputado Henry Ramos Allup, ex-presidente da Assembleia Nacional, disse que "segue o golpe de Estado". "O que Maduro convocou não é uma Constituinte, mas uma 'prostituinte'."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oposição já havia criticado no domingo (30) a intenção do governo de chamar uma Constituinte. "Qualquer passo para convocar uma Constituinte comunal é parte do golpe de Estado de Maduro. Esta crise é agravada com a convocação", disse o deputado Julio Borges, presidente da Assembleia Nacional.

O cientista político Nicmer Evans, chavista que se opõe a Maduro, argumenta que a proposta de Constituinte representa "a morte do projeto" de Chávez. "Esta Constituinte madurista é uma traição clara a Chávez e ao povo."

A decisão ocorre em meio à maior onda de protestos desde 2014, que deixou ao menos 29 mortos em abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A crise política se acirrou no final de março, quando o TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) decidiu assumir as funções do Parlamento - controlado pela oposição -, atraindo protestos locais e chamados internacionais para que o governo Maduro respeitasse a democracia.

O TSJ revogou a decisão, mas novos protestos se seguiram à decisão da Controladoria-Geral de cassar por 15 anos os direitos políticos de Capriles, governador do Estado de Miranda.

A decisão do governo chavista de retirar o país da OEA (Organização dos Estados Americanos) também gerou conflito com os opositores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oposição tem insistido que continuará nas ruas até que sejam repostas todas as funções da Assembleia Nacional. Ela também demanda novas eleições gerais, a abertura de um canal humanitário que reduza a grave escassez de medicamentos e a libertação de centenas de presos políticos.

Maduro acusa os manifestantes de tentar derrubá-lo com a ajuda do governo dos EUA. Já os líderes da oposição dizem que o governo usa táticas repressivas e leva o país a uma ditadura.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV