Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Emmanuel Macron proíbe imprensa russa de cobrir sua campanha

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Emmanuel Macron, o candidato de centro à Presidência da França, impediu que dois veículos russos tivessem acesso a sua campanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Um porta-voz do movimento político Em Frente!, criado por Macron há um ano para concorrer ao cargo, descreveu a agência de notícias Sputnik, financiada pelo governo russo, e o canal RT como veículos de "fake news" ("notícias falsas").

A agência Sputnik, por exemplo, havia dito em fevereiro que informações sobre a vida privada de Macron seriam em breve reveladas. O veículo citava um legislador francês afirmando que o candidato era um "fantoche das elites financeiras dos EUA".

Ele foi a público dias depois desmentir boatos de um caso extra-conjugal com um homem. Ele é casado com Brigitte Trogneux, que foi professora em sua escola.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, disse que a atitude de Macron era "ultrajante" ao negar o credenciamento de imprensa à Sputnik e ao RT no último domingo (23), dia do primeiro turno.

Ela afirmou que, para o governo de Moscou, o impedimento foi uma "discriminação deliberada contra veículos russos por um candidato presidencial de um Estado que historicamente foi vigilante no que diz respeito à liberdade de expressão".

A Rússia pediu que as autoridades francesas e organizações internacionais garantam a liberdade de imprensa no restante da campanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Macron é hoje o favorito à Presidência francesa. O instuto Ifop-Fiducial prevê que ele teria 60% dos votos contra os 40% de Le Pen.

Essa pesquisa, divulgada na sexta (28), foi realizada com 1.399 pessoas entre 25 e 28 de abril. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais em ambas as direções.

SANÇÕES

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há tensão entre as propostas de Macron e as de sua rival, a ultradireitista Marine Le Pen, em relação à Rússia. Ele quer sanções econômicas ainda mais duras, enquanto ela propõe que a França se reaproxime de Moscou.

A Rússia apoiou a candidatura de Le Pen, assim como se entusiasmava também com outros dois candidatos do primeiro turno: o conservador François Fillon e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon. Ambos propuseram estreitar os laços com o presidente russo, Vladimir Putin.

Le Pen viajou à Rússia em março, onde se reuniu com Putin. Macron, por sua vez, divulgou um vídeo falando ao telefone com o ex-presidente Barack Obama.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Macron e Le Pen divergem também em relação ao conflito entre Ucrânia e Rússia. O centrista favorece Kiev, a direitista prefere Moscou.

Havia portanto ansiedade antes do primeiro turno quanto à possibilidade de que a Rússia tentasse intervir nesse pleito, cujo segundo turno será em 7 de maio.

A campanha de Macron afirmou que os seus servidores e sites foram alvos de ataques vindos do território russo. O Kremlin nega.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Richard Ferrand, um dos líderes do movimento Em Frente!, relatou em fevereiro "centenas e mesmo milhares" de ações de hackers, com notícias "afetando a nossa vida democrática".

Houve acusações semelhantes em 2016 durante as eleições americanas, em que o republicano Donald Trump foi eleito. O tema se repetiu em março, nas eleições holandesas, e voltará à tona no pleito alemão de setembro.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV