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Polícia brasileira recupera R$ 4,6 mi após assalto a empresa no Paraguai

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LEANDRO MACHADO E EDUARDO ANIZELLI, ENVIADOS ESPECIAIS

CIUDAD DEL LESTE, PARAGUAI (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal brasileira recuperou R$ 4,6 milhões do dinheiro roubado de uma empresa de valores em Ciudad Del Leste, no Paraguai, na segunda-feira (24).

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O valor foi divulgado pela polícia na noite desta terça-feira (25). Estima-se que a quadrilha tenha roubado R$ 120 milhões da empresa Prosegur -a companhia não divulgou o montante levado. O episódio ficou conhecido com o maior assalto da história do país.

O dinheiro foi recuperado em território brasileiro durante as prisões de dez suspeitos, ocorridas nos últimos dois dias. Parte do dinheiro estava molhado "por causa do orvalho da noite", segundo um porta-voz da Polícia Federal. Esse fator teria dificultado a contagem do dinheiro no banco.

Segundo a Polícia Federal brasileira, sete quilos de explosivos foram apreendidos, além de duas embarcações que seriam usadas para a fuga dos criminosos. Todos os dez presos são brasileiros.

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ROTAS DE FUGA

As polícias dos dois países dizem que diferentes rotas de fugas estão sendo usadas pelos criminosos, o que tem dificultado prisões.

Um dos detidos, por exemplo, foi preso dentro de um ônibus na cidade paranaense de Cascavel, a cerca de 140 km do local do roubo. A polícia acredita que esse homem, de 37 anos, seja o comandante do assalto.

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"Temos evidências de que parte fugiu para o Paraguai", diz Abel Cañete, comissário da polícia paraguaia.

"Nós ampliamos o perímetro de buscas, mas ainda acreditamos que existam criminosos nessa região. Agora, a dificuldade aumenta porque muitos podem estar sem nenhuma materialidade, ou seja, sem armas ou sem dinheiro", diz Fabiano Bordignon, delegado da Polícia Federal.

Segundo ele, cerca de 300 policiais militares e 100 civis participam da operação para tentar prender suspeitos pelo assalto.

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Para o secretário de Segurança Pública do Paraná, o dinheiro do roubo seria usado para comprar novas armas e drogas para a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), suspeita de executar o assalto.

"Com certeza o dinheiro roubado será usado para fazer a máquina do crime girar", disse, nesta terça-feira.

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