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Rotas de fuga dificultam prisões após roubo milionário, dizem polícias

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LEANDRO MACHADO, ENVIADO ESPECIAL

FOZ DO IGUAÇU, PR (FOLHAPRESS) - Diferentes rotas de fuga têm dificultado a prisão de suspeitos de participação no roubo milionário de uma empresa de valores em Ciudad del Leste, no Paraguai. As polícias do Brasil e do Paraguai acreditam que os criminosos podem estar em cidades dos dois lados da fronteira.

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"Temos evidências de que parte fugiu para o Paraguai", diz Abel Cañete, comissário da polícia paraguaia.

Até a manhã desta terça-feira (25), nove suspeitos foram detidos no Brasil. O último foi detido em ônibus na cidade de Cascavel, a cerca de 140 km da fronteira.

"Nós ampliamos o perímetro de buscas, mas ainda acreditamos que existam criminosos nessa região. Agora, a dificuldade aumenta porque muitos podem estar sem nenhuma materialidade, ou seja, sem armas ou sem dinheiro", diz Fabiano Bordignon, delegado da Polícia Federal.

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Parte dos criminosos foi presa durante abordagens em estradas utilizando documentos falsos. Outros foram detidos em confrontos com a polícia.

Na tarde desta segunda-feira (24), três suspeitos morreram em confrontos com a polícia e um policial paraguaio morreu durante o assalto.

Segundo o delegado, alguns suspeitos são oriundos de São Paulo. Para ele, o roubo foi organizado por uma quadrilha especializada neste tipo de ação.

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"As semelhanças com outros roubos, inclusive no Estado de São Paulo, nos fazem acreditar que a ação foi organizado pelo PCC. Esse tipo de crime não é para amadores", disse Bordignon.

Segundo a polícia paraguaia, os criminosos se hospedaram em uma mansão próxima à empresa de valores para organizar o assalto.

A polícia ainda não sabe dizer por quanto tempo o local foi usado pelos bandidos e ainda não informou o valor que foi recuperado dos cerca de US$ 40 milhões roubados, o equivalente a R$ 120 milhões.

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