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Ataque em Paris beneficia Le Pen na eleição francesa, diz Donald Trump

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (21) que a candidata da extrema direita Marine Le Pen será beneficiada na eleição pelo atentado terrorista em Paris, que deixou um policial morto.

O americano se pronuncia após os presidenciáveis franceses terem condenado o ataque, mas se dividido em relação às soluções para o terrorismo. Le Pen foi criticada por querer se aproveitar politicamente da situação. À agência de notícias Associated Press, o republicano afirmou que, embora não faça campanha a favor da francesa, o ataque ajudou a que a candidata ressaltasse seus pontos mais fortes.

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"Ela é a que têm a posição mais forte em relação às fronteiras e a mais forte para lidar com o que está acontecendo com a França. Aqueles que seja mais forte em relação ao terrorismo radical islâmico e que seja o mais duro em relação às fronteiras, vai se dar bem na eleição".

Questionado sobre se a declaração não seria uma manifestação a favor de Le Pen, Trump disse que ele não é muito diferente de um observador normal. "Todo mundo está fazendo previsões sobre quem vai vencer".

Mais cedo, a candidata reivindicou ao governo que feche as fronteiras, abertas devido ao Espaço Schengen, e disse que, se eleita, a França deixará o acordo de livre circulação de pessoas em 26 países europeus.

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Ela ainda reiterou suas propostas de expulsar os imigrantes e retirar a nacionalidade francesa daqueles que estão na lista de investigados por terrorismo, de fechar mesquitas radicais e de endurecer as leis migratórias.

Para a candidata, os terroristas declararam guerra contra a França. "Todo mundo perceberá que nós não podemos perdê-la, mas nos últimos dez anos, tanto nos governos de direita quanto nos de esquerda, tudo o que foi feito foi para que a perdêssemos", disse.

A solução, afirma, é atacar a raiz do mal. "Este fundamentalismo islâmico que é a ideologia que arma os terroristas, a União de Organizações Islâmicas da França, as mesquitas radicais, as associações que servem de vetor a essa ideologia. Nada foi feito em dez anos, nem em cinco anos".

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CRÍTICAS

As declarações de Le Pen foram feitas na TV, mas o tom usado foi criticado pelo governo, especialmente porque os presidenciáveis interromperam a campanha em respeito às vítimas do atentado.

O premiê francês, o socialista Bernard Cazeneuve, acusou-a de querer capitalizar politicamente com o atentado. "Ela quer, sem vergonha nenhuma, explorar o medo e as emoções com o puro propósito político".

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Sobre o atentado, o candidato François Fillon (direita) defendeu manter o país sob estado de emergência. Como proposta, sugeriu uma colaboração com as potências, como EUA e Rússia, e países do Oriente Médio.

Líder nas pesquisas, o centrista Emmanuel Macron condenou o ataque e propôs uma força-tarefa contra a milícia terrorista Estado Islâmico, que reivindicou o ataque. Mas também pediu aos eleitores que mantenham a cabeça fria ao votar.

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