Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Noite de protestos e saques na Venezuela deixa 11 mortos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após um dia marcado por protestos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao menos 11 pessoas morreram durante distúrbios e saques ocorridos em Caracas entre a noite de quinta-feira (20) e a madrugada desta sexta (21).

Em um protesto no bairro Petare, na parte leste de Caracas, Melvin Fernado Guittian Díaz, 26, morreu após ser baleado enquanto voltava para casa. Ele não participava da manifestação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

No outro extremo da cidade, no bairro El Valle, moradores locais montaram barricadas e foram reprimidos pelas forças de segurança. Segundo a imprensa local, 17 estabelecimentos foram saqueados na região à noite. Durante os tumultos, um hospital infantil precisou ser esvaziado após a invasão de homens armados.

Em uma tentativa de saque contra uma padaria, um cabo de energia se soltou e produziu um choque elétrico que matou ao menos oito pessoas.

O proprietário do estabelecimento, chamado Ramón Martínez, morreu após ser baleado. Uma outra vítima baleada no local foi identificada como Kelvin León -as circunstâncias de sua morte não estão claras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Parecia uma guerra. A Guarda e a polícia usava gás, civis armados atiravam contra os edifícios. Minha família e eu nos jogamos no chão. Foi horrível. Conseguimos dormir depois que tudo acabou às três da madrugada", contou à agência de notícias "AFP" Carlos Yánez, 33, morador de El Valle.

A onda de violência na Venezuela ocorre em meio a uma série de marchas convocadas por adversários de Maduro. Nas últimas três semanas, os opositores foram às ruas sete vezes.

Os protestos têm sido marcados por confrontos entre manifestantes e a polícia, os quais deixaram mortos em diferentes cidades. Contando os 11 mortos nos tumultos mais recentes em Caracas, chegou a 20 o total de mortos desde o início da onda de manifestações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A oposição usa os protestos como uma forma de pressionar Maduro a convocar as eleições regionais, que deveriam ter ocorrido em dezembro, libertar opositores presos, resolver a crise econômica e aceitar ajuda humanitária.

REAÇÃO REGIONAL

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil lançou nesta sexta-feira (21) um comunicado conjunto com outros países da América Latina condenando a violência na Venezuela e pedindo que o governo do país "adote medidas para garantir os direitos fundamentais e preservar a paz social".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"É imperativo que a Venezuela retome o caminho da institucionalidade democrática e que seu governo defina as datas para o cumprimento do cronograma eleitoral, liberte os presos políticos e garanta a separação dos poderes constitucionais", diz a nota.

Além do Brasil, assinaram o documento Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV