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Irã inicia corrida presidencial com veto a Ahmadinejad

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Irã deu início nesta sexta-feira (21) à campanha para a eleição presidencial de 19 de maio com a divulgação dos nomes autorizados pelas autoridades religiosas a concorrer.

A lista oficial de candidatos contém seis nomes, dentre eles o do presidente Hassan Rouhani, que busca a reeleição. O ex-presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que havia surpreendido o país ao apresentar sua candidatura na semana passada, foi vetado.

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O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamanei, vinha tentando dissuadir Ahmadinejad (que governou o país de 2005 a 2013) de buscar um novo mandato para evitar uma "polarização nociva".

Os presidenciáveis foram selecionados com base em suas credenciais políticas e religiosas pelo Conselho Guardião, órgão clerical indicado pelo aiatolá. No total, 1.636 pessoas se inscreveram como potenciais candidatos -dentre elas, havia 137 mulheres, mas nenhuma foi selecionada para a lista oficial.

Vídeos postados nas redes sociais mostraram que a polícia reforçou a segurança durante a noite nos principais pontos da capital, Teerã, para evitar possíveis tumultos após a divulgação da lista de candidatos.

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O presidente Rouhani, 68, é o favorito para vencer a eleição. Desde que assumiu a Presidência, em 2013, ele tem se esforçado para reduzir o isolamento internacional do Irã e, em 2015, seu governou assinou um acordo histórico com potências mundiais para restringir o programa nuclear da república islâmica em troca do alívio de sanções econômicas. As negociações tiveram a chancela do aiatolá.

O principal adversário de Rouhani na disputa é o jurista Ebrahim Raisi, representante da ala linha-dura do país e importante aliado de Khamenei. Também tem destaque Mohammed Baqer Qalibaf, prefeito de Teerã ex-agente da Guarda Revolucionária, cuja popularidade foi afetada após um escândalo de corrupção no ano passado.

Uma eventual derrota de Rouhani para os conservadores abriria caminho para novas tensões internacionais, agravada pela retórica anti-Irã do governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Durante a campanha eleitoral do ano passado, o republicano ameaçou rasgar o acordo nuclear, mas ainda não adotou medidas efetivas contra o país em seus três primeiros meses de mandato.

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