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Governo brasileiro culpa Maduro por mortes em protestos na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério das Relações Exteriores atribuiu nesta quinta-feira (19) ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a "responsabilidade primária" pelas três mortes nas manifestações da oposição ao chavista na quarta (18).

"A responsabilidade primária pela violência cabe ao governo venezuelano, por tratar a liberdade de expressão e de opinião como ameaça e por incentivar a ação armada contra manifestações", diz o comunicado.

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O Itamaraty condenou a repressão aos protestos, que considera ter como objetivo a "defesa da restauração das liberdades democráticas", lamentou as mortes e prestou condolências aos familiares das vítimas.

"O Brasil reitera a exortação ao governo venezuelano para que atue com moderação, de forma a criar as condições para a pacificação e para o diálogo".

O governo de Michel Temer também voltou a defender a convocação imediata das eleições regionais, previstas para dezembro, o reconhecimento da independência dos poderes e a libertação dos opositores presos.

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As proposições e a aceitação de ajuda humanitária são os pontos do diálogo entre Maduro e seus adversários para resolver a crise política, mediado no ano passado pelo Vaticano e por ex-dirigentes de três países.

As medidas passaram a ser pedidas por governos de países das Américas e pela União Europeia. As conversas, no entanto, foram interrompidas em dezembro e ambos os lados não mostram disposição a voltar às negociações.

A oposição também encampou as exigências do diálogo. Já o presidente considera que seus rivais se aliaram aos Estados Unidos e países da região que se opõem a seu governo para dar um golpe de Estado.

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PROTESTOS

Os protestos desta quarta foram os maiores e mais abrangentes desde o início da onda de manifestações, iniciada há três semanas depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) tentou tirar os poderes da Assembleia Nacional.

Desde o início da mobilização dos opositores, nove pessoas morreram: cinco manifestantes, um guarda nacional e outras três pessoas sem relação com os protestos. Mais de 500 pessoas ficaram feridas.

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A oposição voltou às ruas de Caracas nesta quinta e novamente foi impedida de prosseguir pelas forças de segurança. O número de manifestantes, porém, foi menor, assim como os locais onde eles se mobilizaram.

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