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Escola estadual pede doação em troca de nota

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TATIANA CAVALCANTI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pais e alunos da Escola Estadual Mário Franciscon, em São Bernardo do Campo (Grande SP), do governo Geraldo Alckmin (PSDB), afirmam que a diretoria pediu aos estudantes a doação de um quilo de alimento em troca de um ponto na média em matemática ou em português. O pedido foi feito na semana passada, e as prendas deveriam ser entregues até sexta (7).

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A situação foi confirmada por 11 alunos do ensino médio, dez do fundamental e sete pais de estudantes.

A escola pretendia vender os produtos doados para pagar o conserto das duas bombas hidráulicas da unidade, queimadas há um mês. Segundo um funcionário, o reparo de cada bomba custa R$ 1.800. A arrecadação com as doações foi de R$ 900.

"Já mandamos três ofícios ao Estado, mas não resolveu ainda. Sem água, vamos ter que dispensar alunos. Como medida provisória, emprestamos uma bomba particular", disse o funcionário, que não quis ser identificado.

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Os pais dizem já ter reclamado e que a diretoria nunca revelou quantos quilos de comida foram arrecadados nem o que foi feito com eles.

Eles dizem considerar "lamentável" o pedido da diretoria. Para eles, a escola passou para os alunos a responsabilidade de resolver um problema do Estado e do colégio.

"Eu só mandei a prenda porque fiquei com receio de a minha filha ser prejudicada na nota final", diz o motorista José de Lima, 60. Para a dona de casa Maria Santos, 43, mãe de um aluno do 6º ano na escola, a prática é abusiva.

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A Secretaria de Estado da Educação afirmou em nota que considera "inadmissível a conduta e repudia atitudes que onerem as famílias ou que misturem avaliação escolar com outra fator senão o do desempenho nos estudos".

A pasta abriu apuração preliminar para investigar o caso. Disse ainda que "em nenhum momento" a direção protocolou pedido para conserto ou manutenção das bombas hidráulicas, mas que enviará técnicos ao local.

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