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Doria diz que vereador e secretário da Educação 'exacerbaram' em polêmica

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ALENCAR IZIDORO, ENVIADO ESPECIAL

SEUL, COREIA DO SUL (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira (12) que tanto o vereador Fernando Holiday (DEM), ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre), como seu secretário da Educação, Alexandre Schneider, "exacerbaram" em troca de acusações feita na semana passada.

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"Ambos exacerbaram e ambos tinham razões. Não houve o mais culpado e o menos culpado", afirmou Doria, após chegar em Seul, na Coreia do Sul.

O episódio resultou num pedido de demissão de Schneider -embora Doria negue, diga que houve apenas um "estresse" e que esse episódio está "superado".

O secretário da Educação se queixou ao prefeito da falta de respaldo da gestão tucana em meio aos ataques que tem recebido de simpatizantes do MBL.

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A crise teve origem quando Schneider criticou a visita de Holiday a uma escola municipal para "verificar se estava havendo doutrinação ideológica por parte de professores". Segundo o vereador, a visita se tratou de uma ação após receber queixas de pais de alunos de que uma "doutrinação partidária" estaria sendo feita.

"O vereador exacerbou suas funções e não pode usar de seu mandato para intimidar professores", escreveu Schneider em uma rede social, o que provocou uma forte reação dos apoiadores do MBL, algumas delas agressivas.

Holiday negou que tenha intimidado professores e respondeu a Schneider. "Até entendo que sindicatos, partidos e mesmo alguns parlamentares se baseiem em inverdades para fazer suas críticas, como é de costume em frequentes casos. Mas esta não pode e nem deve ser a conduta do responsável pela educação do maior município do país."

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Na Coreia do Sul, Doria igualou os erros cometidos no episódio tanto por Schneider quanto por Holiday. Questionado sobre em que seu secretário de Educação teria exacerbado, o prefeito respondeu: "Certas coisas é melhor, antes de comentar nas redes sociais, fazer um entendimento direto."

VIAGEM

A viagem de Doria a Seul é a segunda missão internacional do prefeito.

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Antes, ele havia feito turnê pelo Oriente Médio em fevereiro. Além de buscar experiências exitosas, Doria pretende atrair parcerias e investidores para seu plano de privatizações e concessões.

A visita à Coreia do Sul, com a maioria das despesas pagas pela Prefeitura de Seul, ocorre num momento de turbulência política no país devido ao impeachment e à prisão da presidente da República, Park Geun-hye, num escândalo com repercussão equivalente a uma "Lava Jato coreana".

Doria tem em sua agenda de compromissos visitas a conglomerados que estão no epicentro da crise, principalmente a Samsung, cujo herdeiro e principal cabeça do grupo, Lee Jae-yong, foi preso acusado de dar cerca de US$ 50 milhões a fundações de uma amiga da presidente em troca de favores. A empresa nega as acusações.

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