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Comitiva de Maduro é alvo de ovos e tomates durante desfile na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A comitiva do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi atacada nesta terça-feira (12) por um grupo de jovens que atirou ovos e tomates durante um desfile militar em San Félix, a 670 km a leste de Caracas.

Esta é a primeira vez que o mandatário é atingido diretamente durante a onda de protestos de opositores contra seu governo. Iniciadas há 13 dias, as mobilizações têm sido reprimidas pelas forças de segurança.

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O ataque ocorreu no final do desfile em comemoração ao bicentenário da Batalha de San Félix, em 1817, uma das últimas etapas entre os republicanos e as tropas monarquistas na Guerra de Independência da Venezuela.

Alguns dos seguranças foram atingidos pelos objetos, atirados por um grupo que furou o esquema de segurança que cercava Maduro. A VTV, emissora estatal, transmitia o evento em cadeia nacional e cortou o sinal segundos depois.

A polícia prendeu dois adultos, de 19 e 20 anos, e apreendeu três adolescentes, de 13, 15 e 16 anos, suspeitos de participação no ataque. A iniciativa contra o presidente foi comemorada pelos líderes da oposição.

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"O governo sabe que quando houver as eleições as perderá nas ruas e por isso nega a revelar sua precária falta de apoio", disse em uma rede social o ex-presidente da Assembleia Nacional Henry Ramos Allup.

"Você já não engana o povo de Bolívar [Estado onde fica San Félix]. A Venezuela inteira está irritada contigo, Nicolás Maduro, com você e sua cúpula corrupta", afirmou Henrique Capriles, que enfrentou Maduro nas urnas em 2013.

Antes do ataque, as autoridades da cidade, administrada pelo chavista Tito Oviedo, apagaram pichações feitas por ativistas da oposição no asfalto das principais avenidas, que diziam "Maduro é fome" e "Maduro ditador".

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BARRICADAS

Os partidos da oposição voltarão às ruas na próxima quinta (13), mas a noite desta terça voltou a ser marcada por atos espontâneos de moradores de diversas cidades pelo segundo dia seguido.

Manifestantes encapuzados montaram barricadas nas ruas de Maracaibo e nos bairros caraquenhos de El Paraíso (oeste) e Petare (leste).

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Houve protestos também em Valencia e Barquisimeto, onde coletivos (milícias armadas chavistas) dispararam contra os manifestantes opositores e a energia elétrica foi cortada.

Em um destes atos no fim da noite de segunda em Valencia, a 167 km de Caracas, um estudante de direito de 20 anos foi morto pela polícia. O agente responsável ainda não foi preso.

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