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Rússia diz que apenas 23 dos 59 mísseis dos EUA atingiram base síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O porta-voz do exército russo anunciou nesta sexta-feira (7) que apenas 23 dos 59 mísseis americanos atingiram a base aérea síria de Al-Shayrat. No anúncio, os militares russos disseram ainda que seis jatos foram destruídos na base e que a pista está intacta.

A Rússia afirma que as defesas antiaéreas do exército da Síria devem ser reforçadas. "Com o objetivo de proteger as infraestruturas sírias mais sensíveis, vamos adotar uma série de medidas o mais rápido possível para reforçar e melhorar a eficácia do sistema de defesa antiaérea das Forças Armadas sírias", declarou o porta-voz do exército russo, Igor Konachenkov.

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O Kremlin também afirmou que irá suspender o acordo que havia firmado com os EUA de informar os americanos do uso do espaço aéreo sírio. Na primeira declaração após o ataque americano, o governo russo condenou a ação militar e disse que ela foi feita baseada em "um pretexto inventado".

O Kremlin voltou a afirmar que o governo sírio não possui armas químicas e que não foi responsável pelo ataque que deixou mais de 80 mortos na última terça-feira (4).

A Rússia convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque com mísseis dos EUA contra a Síria nesta quinta-feira (6).

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A Rússia é aliada do regime do ditador sírio Bashar al-Assad desde 2015. A declaração do Kremlin também afirma que Putin crê que o ataque americanos cria um "sério obstáculo" para a criação de uma coalizão internacional de luta contra o terrorismo.

O governo do Irã foi outro que condenou o ataque americano. Para o país persa, a intervenção servirá apenas para "deixar os terroristas do país mais fortes".

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