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Rússia foi alertada, mas tinha pessoal em bases sírias atacadas, diz rede

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os Estados Unidos teriam alertado alguns países mais próximos e a Rússia sobre o ataque militar contra alvos na Síria, segundo a rede CNN.

Creditando oficiais da Defesa norte-americana, a CNN afirma que no momento dos bombardeios havia russos em uma base aérea síria atacada pelos EUA.

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Não está claro quantas pessoas, nem quais suas funções ou mesmo se seriam civis ou militares.

Ainda segundo essas fontes, os EUA tiveram "múltiplas conversas" com a Rússia ao longo do dia.

Essas conversas não só serviram para alertar sobre os bombardeios em represália ao ataque com armas químicas que matou ao menos 80 civis sírios, mas também para alinhar detalhes operacionais, uma vez que os russos mantêm estrutura militar no país do Oriente Médio.

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Analistas especulam sobre qual será a reação do governo do presidente Vladimir Putin, que, após o ataque químico contra civis, saiu em defesa do governo da Síria, seu aliado, defendendo a tese de que a aviação síria havia bombardeado "armazéns terroristas" com "substâncias tóxicas". Na ocasião, o Kremlin também informou que iria continuar com suas operações de apoio às tropas do ditador sírio Bashar al-Assad.

Os ataques na madrugada de sexta-feira (7) no horário local sírio são a primeira ação militar direta dos EUA contra o governo do ditador sírio Bashar Al-Assad desde o início da guerra no país, há seis anos. A ação deve ser considerada um ato de guerra pelo governo sírio, e representa escalada substancial na presença militar norte-americana na região.

Para Lucas Leite, especialista em política externa americana e professor da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), o fato de que a Rússia ainda não tenha dado uma resposta ao conflito "mostra um grau de hesitação raro de Putin".

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Segundo o especialista, uma das opções do líder russo seria intensificar ações militares na Síria contra os rebeldes sírios, buscando fortalecer o regime Assad. Outra opção, "seria buscar a negociação direta com os Estados Unidos, de maneira bilateral, ou tentar uma solução no Conselho de Segurança, que mesmo debilitado é ainda o último fórum para discutir questões de segurança".

Já para Peterson Silva, das Faculdades Integradas Rio Branco o ataque, "bastante expressivo do ponto de vista militar, pode não significar o primeiro passo de um envolvimento definitivo dos EUA no conflito, e sim uma demonstração de força".

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