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ATUALIZADA - Sindicatos fazem greve geral contra Macri na Argentina

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SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - "Que bom que estejamos hoje aqui, trabalhando", disse em tom de ironia, nesta quinta-feira (6), o presidente argentino, Mauricio Macri, ao abrir a seção latino-americana do Fórum Econômico Mundial, no hotel Hilton.

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Enquanto o mandatário se dirigia a empresários para apresentar uma melhora nos números da economia, Buenos Aires estava muito mais silenciosa que o normal devido à greve geral convocada pelas duas maiores centrais sindicais do país.

Nas ruas, não havia transporte público e apenas parte dos taxistas trabalhava. Todos os voos domésticos e internacionais foram cancelados, inclusive para o Brasil.

Tampouco abriram as escolas públicas ou houve coleta de lixo, e o comércio funcionou parcialmente. Quem precisou trabalhar pediu carona ou compartilhou carros.

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"Eu levei outros quatro colegas", disse Rosalía Díaz, gerente de uma loja de roupas que disse que queria aderir, mas não podia.

"Fomos apertados no carro, mas deu. Se perdermos um dia de trabalho, não conseguimos pagar o aluguel do imóvel", resumiu.

Os sindicatos reivindicam medidas mais eficientes para baixar a inflação, que deve chegar a 40% neste ano, reajuste de salários que compense o aumento dos preços e políticas para diminuir o desemprego e a pobreza.

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A Central Geral dos Trabalhadores (CGT) diz que a adesão foi de 90%. "O objetivo é transmitir ao governo o mal-estar pela inflação e os rumos da economia", afirma Hugo Yasky, da Central Autônoma dos Trabalhadores (CTA).

A manifestação foi em geral pacífica, com atos de setores dos sindicatos em alguns locais do centro da cidade. A polícia entrou em confronto com manifestantes que bloqueavam a rodovia Pan-Americana, que dá acesso à capital argentina.

A greve acontece no mesmo dia em que a Justiça obrigou o governo a fazer em nível nacional a negociação salarial com os professores, em paralisação desde o início de março. A gestão Macri queria passar a responsabilidade para as províncias.

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"DESNECESSÁRIO"

O ministro de Trabalho, Jorge Triaca, disse nesta quinta que "a greve não era necessária, estamos recuperando a economia e o trabalho."

O presidente, que já havia chamado os sindicalistas de "mafiosos", preferiu manter o sorriso e falar de outros assuntos no Fórum. Chamou a atenção para a diminuição da inflação no último trimestre e reforçou a importância de terem resolvido a dívida com os chamados "fundos-abutre". "Criamos um clima favorável aos que querem vir investir na Argentina", disse.

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Reconheceu que a inflação está alta, mas trata o tema como "assunto central" e que "tem sucesso em reduzi-la".

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