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Após erro em nota, Portela e Mocidade vão dividir o título do Carnaval do Rio

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Em reunião a portas fechadas, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio) decidiu, na noite desta quarta-feira (5), que Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel dividirão o título e o prêmio do Carnaval de 2017.

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A Portela foi declarada a vencedora na Quarta-feira de Cinzas, com 269,9 pontos dos 270 possíveis. A Mocidade ficou em segundo lugar por um décimo. Na sequência, aparecem Salgueiro (269,7) e Mangueira (269,6).

Depois da apuração, no entanto, quando as justificativas para as notas dos jurados foram divulgadas, ficou claro que um deles havia cometido um erro - penalizara a Mocidade pela ausência de um destaque que não estava previsto.

O erro aconteceu porque o jurado baseou sua nota em um roteiro desatualizado do desfile. No roteiro original, a Mocidade dizia que haveria um destaque no chão, mas na versão final, a escola não citava o destaque. O jurado tirou justamente um décimo da escola.

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A Liesa não explicou por que o jurado não tinha a versão atualizada do roteiro.

Se o jurado não tivesse subtraído o décimo da nota da Mocidade, a escola teria empatado com a Portela. No desempate, teria vencido a escola de Madureira pois teve nota mais alta no quesito decisivo, comissão de frente.

Apesar disso, ficou decidido na reunião desta quarta que as duas escolas dividirão o título. O último campeonato da Mocidade foi em 1996 e o da Portela, em 1984.

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A última vez que duas escolas dividiram o título do Carnaval do Rio foi em 1998, quando Mangueira e Beija-Flor foram campeãs.

IMPREVISTOS

O Carnaval do Rio teve uma série de imprevistas neste ano, o que levou a Liesa a determinar nenhum rebaixamento. Segundo a própria Liga, os acidentes com carros alegóricos da Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca ficaram marcados como os piores nos últimos 33 anos da avenida.

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O carro da Tuiuti perdeu o controle e atropelou ao menos 20 pessoas no domingo (26). Já no desfile da Unidos da Tijuca, uma parte do carro alegórico despencou e integrantes da escola chegaram a sofrer uma queda de seis metros, na segunda (27).

Somados, os dois acidentes feriram 32 pessoas. Muito criticada por não ter interrompido os desfiles no momento do acidente, o que teria prejudicado o trabalho de socorro aos feridos, a Liga recebeu vaias no Sambódromo, quando o presidente Jorge Castanheira anunciou a medida.

Gritos de "vergonha" foram ouvidos nas arquibancadas, onde o público costuma acompanhar a apuração. A falta de punição é vista por críticos como uma forma de beneficiar escolas que foram imprudentes com as questões de segurança. "Foi uma fatalidade, mas quem errou tem que pagar", disse Neguinho da Beija-Flor.

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A Polícia Civil do Rio abriu dois inquéritos para apurar os acidentes com as escolas. Já o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) prometeu criar um sistema de certificação e fiscalização dos carros alegóricos. Essa regulação passaria a valer no Carnaval de 2018.

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