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Reunião sobre emenda da reeleição termina sem avanço no Paraguai

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DANIEL AVELAR, ENVIADO ESPECIAL

ASSUNÇÃO, PARAGUAI (FOLHAPRESS) - Terminou sem avanços a mesa de diálogo realizada nesta quarta-feira (5) para tentar resolver a crise institucional no Paraguai desencadeada pela tentativa do presidente Horacio Cartes de aprovar uma emenda constitucional que abre caminho para a reeleição.

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A reunião começou às 9h (10h em Brasília) e contou com a participação de Cartes, de um representante da Igreja Católica, de líderes partidários e dos presidentes da Câmara e do Senado.

O presidente do Senado, Roberto Acevedo, do opositor PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico) declarou que a negociação "não avançou sobre a questão da emenda". Na véspera, ele havia ameaçado abandonar a mesa de diálogo caso o governo não desistisse do projeto de reeleição. O líder do PLRA, Efraín Alegre, boicotou a reunião.

O presidente da Câmara, Hugo Velázquez, do governista Partido Colorado (conservador), classificou o encontro de "exitoso" e que o diálogo continuará para "restabelecer a paz" entre os paraguaios. "Não esperamos que na primeira reunião todos entrem em acordo", afirmou.

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Um novo encontro foi convocado para sexta-feira (7), tendo sido convidado para ela o senador e ex-presidente Fernando Lugo, da Frente Guasú (esquerda), favorável à emenda da reeleição. O partido tem esperanças de que Lugo seja eleito nas eleições do ano que vem caso possa concorrer a um novo mandato.

Após a aprovação do projeto de reeleição pelo Senado na última sexta (31), ocorreram protestos que deixaram o edifício do Congresso parcialmente incendiado e um líder opositor morto pela polícia.

Diante da crise, Cartes chamou a oposição para negociar. O mandatário, porém, sinalizou para aliados que pretende dar prosseguimento ao projeto de qualquer maneira.

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Um impasse no diálogo nacional tornaria incerto o futuro do país. Cartes, do conservador Partido Colorado, pretende buscar um novo mandato na eleição de 2018.

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