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ATUALIZADA - Repressão a protesto contra Maduro deixa 13 feridos

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DIEGO ZERBATO, ENVIADO ESPECIAL

CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - As forças de segurança oficiais e extraoficiais da Venezuela impediram nesta terça-feira (4) que a oposição a Nicolás Maduro avançasse com um protesto em Caracas que deveria ter terminado na Assembleia Nacional.

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A violência deixou 13 feridos -dez manifestantes, um deles baleado, e três jornalistas. Enquanto os adversários do governo eram reprimidos, chavistas fizeram um ato pró-Maduro sem impedimentos.

O cerco ao protesto opositor começou na madrugada. A polícia, a Guarda Nacional e as Forças Armadas fecharam os acessos à praça Venezuela, onde os rivais de Maduro se concentrariam às 10h (11h em Brasília).

Ainda assim, a agenda foi mantida. Cerca de 5.000 pessoas, inclusive militantes da coalizão Mesa de Unidade Democrática e estudantes, chegaram ao cerco da avenida Libertador às 10h30.

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Acompanharam o grupo líderes como o ex-presidenciável Henrique Capriles, o presidente do Legislativo, Julio Borges, seu vice, Freddy Guevara, e Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López, preso desde 2014.

Eles e outros políticos tentaram pedir o fim do cerco, sem sucesso. Em seguida, parte dos dirigentes convocou seguidores a descer a uma passagem subterrânea que ultrapassava a barreira.

Os manifestantes tiveram que voltar 20 minutos depois, quando chegaram cerca de 40 milicianos chavistas. A essa altura a polícia já havia cercado os dois lados da avenida Libertador.

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Confinados, os opositores foram atacados com gás lacrimogêneo e balas de borracha vindos dos dois lados e fugiram por um espaço aberto pelos policiais. Um restaurante na área confinada deu refúgio a 150 pessoas.

Nas ruas vizinhas, estudantes encapuzados montaram barricadas com lixo e tampas de bueiro e as incendiaram. Além do gás e das balas, a polícia atirou jatos d'água e prendeu 13 manifestantes.

O grupo da oposição fez uma segunda tentativa de chegar à sede do Legislativo, desta vez pela autoestrada Francisco Fajardo, que chegaram a fechar.

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Em motos, centenas de integrantes de coletivos avançaram pela via disparando munição letal e pedras. A maioria dos manifestantes fugiu, e o restante foi retirado pela polícia.

Diante da repressão, a Assembleia Nacional transferiu para quarta (5) a votação para afastar juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) responsáveis pelas decisões que tiraram poderes do Legislativo na última semana.

Enquanto os opositores eram alvo da polícia e dos coletivos, cerca de 20 mil aliados do governo ouviam discursos dos líderes chavistas em palco montado em La Hoyada, a 650 metros da sede parlamentar.

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Em discurso, Maduro disse que seus adversários fracassaram. "A direita fascista foi às ruas procurando a violência, mas triunfou a paz e o povo", afirmou.

MANIFESTANTES

Um dos estudantes presentes no protesto dos opositores, o aluno de direito e líder estudantil Giovanni Giannonne, 21, disse à Folha que a intenção dele e dos colegas é pedir um país diferente.

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Ele tinha três anos quando Hugo Chávez assumiu a Presidência. "Lutamos porque não vimos outra maneira de combater as más políticas do governo. Estuda,ps para formar o país que queremos."

A advogada Rosabel Hernández, 56, diz ter emagrecido sete quilos devido à escassez de produtos no país. "O que mais me dói são as pessoas que morrem por falta de remédios ou têm que procurar comida no lixo em um país tão rico", afirma.

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