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Trump condena ataque químico na Síria e diz que não pode ser ignorado

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Horas depois da manifestação de outros líderes, o presidente americano, Donald Trump, decidiu divulgar um comunicado dizendo que o ataque químico na Síria, que matou ao menos 58 pessoas, é "condenável" e "não pode ser ignorado pelo mundo civilizado".

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Trump, que vinha procurando não criticar publicamente o regime de Bashar Al-Assad desde que assumiu o poder, classificou a ação de Assad como "hedionda", mas também culpou o governo de Barack Obama por sua "fraqueza" com o regime.

"Essas ações hediondas do regime de Bashar Al-Assad são uma consequência da fraqueza e da irresolução do governo anterior. O presidente Obama disse em 2012 que estabeleceria uma 'linha vermelha' contra o uso de armas químicas e não fez nada", disse Trump, na nota.

O presidente afirmou ainda que os EUA ficarão ao lado de seus aliados na condenação desse ataque "intolerável".

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Até a última semana, o governo Trump vinha destacando que sua prioridade na Síria era o combate ao Estado Islâmico e não tirar Assad do poder.

Na última quinta, na Turquia, o secretário de Estado, Rex Tillerson, havia dito que o "status do presidente Assad, a longo prazo, será decidido pelo povo sírio". No dia seguinte, o porta-voz da Casa Branca disse que, em relação a Assad, "há uma realidade política que temos que aceitar".

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, já tinha sido direta na semana anterior. "Nossa prioridade não é mais sentar e manter o foco em retirar Assad", disse Halley a repórteres.

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O presidente Obama defendia que o ditador tinha que deixar o poder e que não havia solução para a guerra civil na Síria com Assad no comando.

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