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Suspeito de ataque ao metrô de São Petersburgo nasceu no Quirguistão

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - O ataque que deixou ao menos 14 mortos no metrô de São Petersburgo na segunda-feira (3) foi realizado por um cidadão russo nascido no Quirguistão, afirmou o governo quirguiz nesta terça-feira (4).

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O Quirguistão é um país centro-asiático de maioria muçulmana e um importante aliado regional de Moscou, que tem uma base aérea ali.

Há centenas de milhares de cidadãos desse país na Rússia, diversos deles trabalhando em empregos precários, como em construções.

A agência de notícias russa Interfax disse, citando fontes anônimas, que a explosão no metrô -simultânea a uma visita do presidente Vladimir Putin a essa cidade- foi causada por um ataque suicida relacionado a islamitas radicais. Ninguém reivindicou a ação até o momento.

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O suspeito foi identificado pelo serviço secreto do Quirguistão como Akbarzhon Jalilov, nascido na cidade de Osh (no sul do país) em 1995. Não foram revelados outros detalhes.

SUSPEITOS

A explosão no metrô de São Petersburgo, que transporta 2 milhões de pessoas ao dia, ocorreu por volta das 14h40 locais (às 8h40 em Brasília). O governo inicialmente afirmou que havia 11 mortos, mas o número foi elevado nesta terça para 14.

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Suspeita-se de separatistas tchetchenos, que já realizaram ataques contra o sistema de transporte russo no passado. Em 2010, duas mulheres-bomba atingiram o metrô de Moscou, com 38 mortos

Também há suspeitas da participação de militantes da organização terrorista Estado Islâmico, que ameaça a Rússia com frequência devido ao apoio do presidente Vladimir Putin ao regime da Síria.

A confirmação dessa tese colocaria pressão no governo russo e em sua decisão de intervir no país árabe.

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RESGATE

A explosão ocorreu após o metrô ter deixado a estação de Sennaya Ploshchad. O motorista decidiu continuar o trajeto até a parada seguinte, Tekhnologicheskii Institut, o que auxiliou o resgate.

O impacto retorceu a porta de um dos vagões. Sobreviventes deixaram o trem pelas janelas, em uma cena registrada em vídeo. Ainda há 49 pessoas hospitalizadas.

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As vítimas foram feridas por estilhaços de vidro e metal. A força dos explosivos, que poderiam estar escondidos em uma mala, foi amplificada pelo espaço estreito.

Um explosivo foi também encontrado em outra estação, sob um extintor, e desativado.

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