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ATUALIZADA - Explosão deixa mortos em metrô de São Petersburgo

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DIOGO BERCITO

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Uma explosão no metrô de São Petersburgo, no oeste da Rússia, deixou ao menos 11 mortos e 45 feridos nesta segunda-feira (3). O incidente é tratado pelas autoridades como um atentado terrorista.

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A explosão ocorreu em torno das 14h40 locais (às 8h40 em Brasília) entre as estações Sennaya Ploschad e Tekhnologitchesky Institut.

Um artefato explosivo estava escondido em uma mala e coberto por estilhaços, segundo a imprensa local. A técnica é utilizada para maximizar o dano.

Uma bomba foi também encontrada embaixo de um extintor de incêndio em outra estação e desativada. O sistema de metrô da cidade foi interditado.

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A agência de notícias local Interfax noticiou, citando fontes anônimas, que os responsáveis pela explosão foram gravados por câmeras de segurança. As autoridades buscam dois suspeitos.

Circulam imagens em que é possível ver os destroços em uma plataforma e algumas vítimas estendidas no chão ensanguentado.

A porta de um dos vagões foi retorcida pela explosão.

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Em um vídeo, passageiros tentam resgatar pessoas de dentro do trem enquanto algumas delas saem pelas janelas.

O sistema de metrô de São Petersburgo transporta mais de 2 milhões de pessoas ao dia. A explosão, no entanto, ocorreu durante um momento de pouca movimentação.

PUTIN

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O presidente russo, Vladimir Putin, estava em São Petersburgo -a segunda cidade em tamanho na Rússia- para uma reunião com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Ele foi informado sobre a explosão.

Putin afirmou que ainda é "muito cedo" para determinar o que causou o incidente, mas a ação poderia ser "criminosa ou terrorista". Ele disse que está em contato com seus serviços de segurança e ofereceu condolências às famílias das vítimas.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, descreveu por sua vez a explosão como um "ato terrorista" e prometeu assistência aos feridos.

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As autoridades da cidade decretaram três dias de luto a partir de terça-feira (4).

O presidente dos EUA, Donald Trump, referiu-se à explosão como uma "coisa terrível que está acontecendo em todo o mundo". Outros representantes internacionais, como o chanceler britânico, Boris Johnson, demonstraram solidariedade.

Na sequência da explosão, o governo francês anunciou que vai reforçar suas próprias medidas de segurança.

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Houve sérios atentados na França durante os últimos anos, como aquele que deixou 130 mortos em Paris, em novembro de 2015.

SUSPEITOS

A Rússia foi atacada no passado por militantes chechenos. Em 2010, duas mulheres-bomba atingiram o metrô de Moscou, deixando 38 mortos. Havia ameaças de novas ações desses grupos.

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Separatistas chechenos estarão, portanto, entre os principais suspeitos, a quem um ataque à antiga capital imperial teria forte impacto.

Outros suspeitos são os radicais russos que viajaram à Síria e ao Iraque para unir-se às fileiras da organização terrorista Estado Islâmico. Estima-se que sejam milhares de pessoas, cujo retorno à Rússia oferece um grande desafio para as agências de segurança.

O Estado Islâmico ameaça a Rússia com frequência devido à intervenção militar de Moscou na Síria, onde apoia o regime. Um braço dessa milícia reivindicou a queda de um avião russo no deserto egípcio do Sinai, em 2015. A ação deixou 224 mortos.

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Fundada em 1703, São Petersburgo é a segunda maior cidade da Rússia, com 7,5 milhões de habitantes. Foi capital do Império Russo entre o século 18 e início do 20.

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