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ATUALIZADA - Com 94% das urnas apuradas, Lenín Moreno lidera no Equador

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SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

QUITO, EQUADOR (FOLHAPRESS) - Os primeiros dados oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), diferentemente do que apontava a pesquisa de boca de urna, indicam uma provável vitória do candidato governista Lenín Moreno, 64, com 51,07%, contra 48,93% do opositor conservador, Guillermo Lasso, 61.

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Esses percentuais, segundo o CNE, correspondem a 94,18% das urnas apuradas.

O resultado fez com que apoiadores de ambos os lados fossem às ruas de Quito e outras cidades do país. Diante do CNE, na avenida 6 de Diciembre, na região central da capital equatoriana, uma multidão já se reunia desde o final da tarde.

Apoiadores de Lasso gritavam que havia ocorrido uma fraude. "A ditadura correísta está agindo outra vez e quer desrespeitar o voto popular, nós não vamos deixar", disse a congressista Mae Montaño, do partido CREO, de Lasso.

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Por outro lado, os eleitores de Moreno festejavam desde o encerramento das urnas, no palco montado na avenida de los Shyris, tradicional ponto de encontro dos correístas.

"Vou ser o presidente de um país sem confrontos, de diálogo e de harmonia", disse Moreno.

Assim que soube dos primeiros resultados oficiais do CNE, Lasso deu declarações, em Guayaquil, de que iria pedir a recontagem dos votos e acusou alteração em mais de 800 mil cédulas. Enquanto isso, em Quito, representantes de seu partido disseram que não iriam reconhecer o resultado parcial anunciado pelo CNE e pediram a impugnação da apuração em curso.

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Em Guayaquil, a segunda maior cidade , diante do CNE local, houve enfrentamento entre seguidores de Lasso e a polícia, que prendeu uma pessoa e usou bombas de gás para conter a multidão, que tentava entrar no prédio.

Segundo Juan Pablo Pozo, presidente do CNE, o comparecimento às urnas foi de 74,82%, índice considerado expressivo.

CAMPANHA

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Nas últimas semanas de campanha, Moreno reforçou que daria continuidade às políticas de assistência social, construção de moradias e ampliação do sistema de saúde.

Evitando confrontar seu padrinho político, Moreno afirmou que seus estilos são diferentes, tentando deixar claro que não se mostraria tão autoritário e centralizador como Correa. "Quando ele assumiu, o país estava devastado e precisava de uma liderança mais confrontadora. Eu sou diferente, comigo se pode dialogar", disse a jornalistas.

Enquanto isso, Lasso manteve o foco na tentativa de mostrar que o modelo "correísta" já não se ajusta mais à nova economia mundial, que são necessários ajustes e redução do número de impostos. Também prometeu abrir mais a economia e devolver a liberdade de imprensa aos meios de comunicação -muito vigiados e processados durante os anos de Rafael Correa.

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Numa tentativa de ampliar sua base eleitoral, fez acenos à esquerda, que tem reservas a seu nome pelo fato de ser contra o aborto e contra o matrimônio gay.

VOTO

Os três principais personagens do pleito votaram pela manhã. No colégio San Francisco, em Quito, o presidente Rafael Correa foi recebido por aplausos e gritos de "Correa, amigo, o povo está contigo".

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Na saída, disse que a América Latina "vem vivenciando uma reação conservadora e as eleições equatorianas são muito importantes para ver se essa tendência continua ou se a tendência progressista retoma sua força".

Acrescentou que, por conta disso, a votação de hoje no país é importante "não apenas para a Pátria Grande (como se refere à América Latina), mas também para o mundo inteiro que nos assiste."

Também em Quito votou Lenín Moreno, que pediu calma aos eleitores e disse que "esperaria os resultados em paz". Afirmou também que estava seguro de que os equatorianos iriam preferir votar nele por "pensarem no futuro do país".

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Já o oposicionista Guillermo Lasso votou em Guayaquil, seu reduto político, e disse que a eleição marcaria uma mudança de rota para o país. "Será o segundo grito de independência do Equador, e se escutará em toda a América Latina".

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