Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Manifestantes incendeiam Congresso paraguaio após reeleição ser aprovada

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Manifestantes invadiram o Congresso do Paraguai nesta sexta-feira (31) horas depois que o Senado aprovou a emenda constitucional liberando a reeleição, três dias depois de uma manobra de aliados do presidente Horacio Cartes.

O aval à alteração da lei máxima foi dado enquanto milhares de pessoas protestavam do lado de fora da Câmara alta. Inicialmente, o grupo foi alvo da polícia, que disparou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O confronto se expandiu pelas ruas do centro de Assunção, enquanto outro grupo permaneceu em frente ao Congresso e conseguiu entrar. Os manifestantes atearam fogo em uma guarita, e as chamas atingiram parte do prédio.

Cerca de meia hora depois os bombeiros chegaram para conter as chamadas. Diante da violência dos protestos, a Câmara de Deputados -onde Cartes tem maioria- cancelou a sessão marcada para a manhã de sábado (1º) para avaliar o projeto.

A aprovação foi selada em sessão extraordinária presidida pelo segundo vice-presidente do Senado, o governista Julio César Velázquez. Acevedo se recusou a pôr a medida na pauta e o primeiro vice, Eduardo Petta, não estava lá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Velázquez desacatou o presidente, e a medida recebeu o apoio de 25 dos 45 senadores. A manobra foi a mesma usada pelo governista na terça-feira (28) para mudar o regimento interno do Senado.

O grupo alterou a votação necessária para aprovar projetos de lei ou emendas constitucionais de maioria de dois terços para maioria simples e tirou o poder do presidente do Senado para acolher ou rejeitar projetos de lei.

As emendas no regimento asseguraram a aprovação da reeleição. Nesta sexta, Eduardo Petta voltou a afirmar que os governistas atropelam a mesa diretora e anunciam sessões em cima da hora para evitar o quórum máximo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Evidentemente estão monitorando todos os nossos colegas que não chegaram. Nem sequer dão a oportunidade a que eles saibam do que se trata. Estão fazendo a mesma coisa, obviamente vão atropelar [o presidente do Senado]."

REPRESSÃO

A repressão deixou dezenas de feridos, incluindo políticos. O presidente do Senado, Roberto Acevedo, foi atingido de raspão por uma bala de borracha, assim como o liberal Efraín Alegre e o deputado Édgar Costa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O ministro do Interior, Tadeo Rojas, disse que os manifestantes provocaram os policiais e negou ter sido uma ordem do governo. Ele prometeu que a repressão não se repetiria, mas os agentes voltaram a agredir os ativistas.

Além dos governistas, também apoia a reeleição a esquerdista Frente Guasú, liderada por Fernando Lugo, senador e presidente derrubado em 2012 em um controvertido processo de impeachment que durou 36 horas.

Uma das justificativas para sua deposição no Senado foi justamente ter tentado aprovar a reeleição no Congresso. O mandato presidencial no Paraguai tem cinco anos e, oficialmente, Cartes deixa o governo em 2018.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV