Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Ator da Globo é acusado de assédio por figurinista; José Mayer nega

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma figurinista acusou o ator José Mayer, 67, de assédio sexual dentro do camarim da TV Globo. Mayer nega, e a emissora diz que o "assunto foi apurado e as medidas necessárias estão sendo tomadas".

Em artigo publicado no blog #AgoraÉqueSãoElas, na madrugada desta sexta-feira (31), Susllem Tonani, 28, afirmou que o ator "colocou a mão esquerda na sua genitália" em fevereiro deste ano, "na presença de outras duas mulheres".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A Folha de S.Paulo retirou o texto do ar pela manhã, porque ele desrespeitava o princípio editorial do jornal de só publicar acusações após buscar os argumentos da parte acusada.

Procurado, o ator respondeu: "Respeito muito as mulheres, meus companheiros e o meu ambiente de trabalho e peço a todos que não misturem ficção com realidade".

"As palavras e atitudes que me atribuíram são próprias do machismo e da misoginia do personagem Tião Bezerra [que ele interpreta na novela das 21h, "A Lei do Amor", que acaba nesta sexta], não são minhas! Nesses 49 anos trabalhando como ator sempre busquei e encontrei respeito e confiança em todos que trabalham comigo", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Globo divulgou uma nota informando que não comenta assuntos internos, mas que "repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito" e que "todas as questões são apuradas com rigor, ouvidos todos os envolvidos, em busca da verdade".

Em seu depoimento, a figurinista diz que já recebia cantadas de José Mayer havia oito meses. "Ele era protagonista da primeira novela em que eu trabalhava como figurinista assistente", conta.

"Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus 'elogios'. Do 'como você se veste bem', logo eu estava ouvindo: 'como a sua cintura é fina', 'fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho', 'você nunca vai dar para mim?'."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ela, suas negativas não surtiram efeito. "Disse a ele, com palavras exatas e claras, que não queria, que ele não podia me tocar, que se ele me encostasse a mão eu iria ao RH. Foram meses saindo de perto."

Susllem Meneguzzi Tonani nasceu em Vitória (ES) e cursou desenho industrial na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). Trabalhou com campanhas publicitárias, cinema, teatro, moda e televisão. Mudou-se para o Rio há cinco anos para seguir a carreira de figurinista.

OUTRO EPISÓDIO

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela conta que, após o assédio, seguiu "na engrenagem, no mecanismo subserviente". Dias depois, porém, diz que sofreu outro constrangimento por parte de José Mayer.

"Até que nos vimos, ele e eu, num set de filmagem com 30 pessoas. Ele no centro, sob os refletores, no cenário, câmeras apontadas para si, prestes a dizer seu texto de protagonista. Neste momento, sem medo, ameaçou me tocar novamente se eu continuasse a não falar com ele. E eu não silenciei. 'VACA', ele gritou."

Depois desse episódio, ela afirma que procurou o RH, a ouvidoria e o "departamento que cuida dos atores" da TV Globo. "Acessei todas as pessoas, todas as instâncias, contei sobre o assédio moral e sexual que há meses eu vinha sofrendo."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Contei que tudo escalou e eu não conseguia encontrar mais motivos, forças para estar ali. A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias", escreve.

"Sinto no peito uma culpa imensa por não ter tomado medidas sérias e árduas antes, sinto um arrependimento violento por ter me calado, me odeio por todas às vezes em que, constrangida, lidei com o assédio com um sorriso amarelo. E, principalmente, me sinto oprimida por não ter gritado só porque estava em meu local de trabalho."

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV