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Oposição denuncia ditadura na Venezuela e convoca protesto

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos principais líderes da oposição, Henrique Capriles, afirmou que uma ditadura está em curso na Venezuela após a sentença do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) com a qual a corte assumiu as funções do Legislativo nesta quinta (30). As informações são das Agências de Notícias.

"A comunidade internacional precisa de mais provas para terminar de fixar uma posição unânime e firme de que na Venezuela temos um governo à margem da Constituição? Na Venezuela já há uma ditadura", afirmou, em visita a Bogotá (Colômbia), Capriles, ex-candidato presidencial e atual governador do estado de Miranda (norte).

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"Este é um momento de gritar socorro para a comunidade internacional", afirmou durante coletiva na capital colombiana para pedir ajuda humanitária pela crise social e econômica na Venezuela.

Capriles destacou também que "um país que desconhece o Parlamento, que é a instituição mais representativa da democracia" está, então, "sepultando a democracia".

Segundo o opositor venezuelano, a decisão de tirar poder da Assembleia Nacional tem como fim "aprovar os endividamentos inconstitucionais, ilegais para que (...) continue a corrupção na Venezuela".

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"O governo de Maduro anda procurando dinheiro desesperadamente para continuar financiando todo o tema das importações" necessário para fornecer alimentos e outros bens básicos a este país muito dependente das compras internacionais, sentenciou.

Além da crise política em que se encontra mergulhada, a Venezuela sofre uma complicada situação econômica em que faltam 68% dos produtos básicos e a inflação atingirá 1.660% em 2017, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional).

O presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, denunciou que a sentença representa "um golpe de Estado", e pediu aos venezuelanos que protestem nas ruas no sábado para exigir eleições como solução à crise.

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INTERVENÇÃO MILITAR

O deputado Diosdado Cabello, um dos principais líderes do chavismo, pediu nesta quinta-feira a seus seguidores que se preparem para "defender" nas ruas a Venezuela diante de uma eventual intervenção militar estrangeira.

"Vamos nos preparar para defender o país (...), para defender, inclusive, as pessoas da oposição, que está como louca pedindo que um Exército intervenha na Venezuela, que a OEA (Organização dos Estados Americanos) intervenha", disse Cabello em um comício em Monagas.

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Na terça-feira (28), ocorreu uma sessão em Washington do Conselho Permanente da OEA para discutir a crise política e econômica do país petroleiro, mas não foi tomada nenhuma decisão.

Entretanto, após a reunião, que o governo de Nicolás Maduro qualificou como "ingerencista", a crise política se intensificou com duas sentenças do Tribunal Supremo de Justiça contra o Parlamento, de maioria opositora.

"Que venham, para que vejam um povo defender sua pátria. Seremos obrigados a fazer isto", afirmou Cabello, que pediu a seus partidários que perguntem aos opositores se concordam com um bombardeio à Venezuela.

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"Se eles tentarem algo, nos encontrarão nas ruas. Se eles acham que vamos nos render, estão equivocados", acrescentou.

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