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UE admite discutir acordo com Reino Unido antes da conclusão do 'brexit'

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

EDIMBURGO, ESCÓCIA (FOLHAPRESS) - A União Europeia suavizou sua abordagem às negociações com o Reino Unido nesta sexta-feira (31) ao sinalizar que está aberta a discutir um acordo de livre comércio antes de ambos concluírem sua separação.

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A postura foi oficializada em um documento divulgado pelo Conselho Europeu, que decide a direção política do bloco. Dois dias antes, o Reino Unido havia notificado esse órgão sobre sua saída da UE, um processo conhecido como "brexit".

Em um primeiro momento, líderes europeus afirmaram que o Reino Unido teria que resolver sua saída antes de discutir futuros acordos. A posição foi verbalizada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, François Hollande.

Seria um baque aos planos da premiê britânica, Theresa May, que pedia por negociações paralelas. Com sua saída do bloco econômico, um tratado de livre comércio com os europeus é uma prioridade -e haverá cobrança da população.

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Mas, mesmo com a suavização europeia, o debate não começaria de imediato. O documento divulgado pelo Conselho Europeu, rascunhando as linhas das negociações dos próximos dois anos, diz que haverá uma "abordagem em fases". O Reino Unido teria antes que demonstrar "progresso suficiente" nas discussões de seu divórcio.

Em especial, seria necessário garantir o mais breve possível os direitos dos 3 milhões de cidadãos europeus que vivem hoje em solo britânico, incluindo milhares de brasileiros com dupla cidadania.

O texto também pede que o governo britânico concorde com um período de transição para após sua saída, prevista para ocorrer em meados de 2019, em que parte das regras europeias ainda se aplicariam ao país. Essa condição desagrada o Reino Unido.

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Líderes europeus devem assinar esse documento, que ainda pode ser revisado, em uma cúpula prevista para 29 de abril.

Apesar da disposição europeia em negociar o acordo comercial, especialistas acreditam que esse tratado não poderá ser legalmente assinado antes da saída completa do Reino Unido. Como o texto precisa ser ratificado pelos Parlamentos nacionais de todos os 27 membros restantes do bloco, sua implementação se alongaria por anos.

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