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ATUALIZADA - Reino Unido nega 'chantagem' com UE em negociação de saída

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

EDIMBURGO, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - Um dia após formalizar o "brexit", o governo britânico precisou tranquilizar seus aliados europeus nesta quinta-feira (30) e negar ter vinculado um acordo comercial à cooperação na segurança.

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A primeira-ministra conservadora, Theresa May, havia alertado a União Europeia de que uma saída desordenada do Reino Unido -ou seja, sem um acordo extenso- poderia enfraquecer a sua parceria no combate ao crime e ao terrorismo.

O bloco econômico compartilha, hoje, um grande volume de inteligência, que poderia ser interrompido pela separação. Líderes europeus reagiram afirmando que não serão chantageados.

Guy Verhofstadt, que vai liderar as negociações do "brexit" no Parlamento Europeu, foi um dos críticos ao comentário de May, que classificou como "ameaça".

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"Não é uma ameaça", disse o ministro britânico para o "brexit", David Davis, à rádio BBC. "É a constatação do fato de que será prejudicial a ambos os lados caso nós não tenhamos um acordo."

Davis passou o dia ao telefone, segundo a imprensa local, esclarecendo esse ponto a líderes e diplomatas europeus depois da tensão.

O Reino Unido e a UE terão dois anos para negociar seu futuro, incluindo temas como os direitos de 3 milhões de expatriados europeus e 1,2 milhão de britânicos.

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Líderes europeus sinalizam que vão ser duros nas discussões. May queria negociar paralelamente sua saída e os futuros acordos com o bloco, o que seus interlocutores não parecem aceitar.

O presidente francês, François Hollande, disse à britânica em um telefonema que será necessário conversar sobre a separação antes de discutir novas relações -um golpe aos planos de Londres.

LEI DE REVOGAÇÃO

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A legislação europeia deixará de valer para o Reino Unido quando o país tiver deixado o bloco europeu, o que está previsto para acontecer em meados de 2019.

O "brexit" exigirá, portanto, um intenso esforço legislativo e a concentração temporária de poderes nas mãos do governo britânico.

A tarefa começou a ser delineada nesta quinta com a publicação de um documento com algumas diretrizes.

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O texto apresenta os contornos do que será a "grande lei de revogação", com que May anulará ou emendará a legislação europeia em vigor no Reino Unido e retirará o país do bloco econômico.

O documento indica que o número de leis europeias a serem convertidas em domésticas beira as 8.000. May deve entregar a seu gabinete o que é conhecido como "poderes de Henrique 8º". Ministros poderão, por um período determinado, alterar a legislação sem passar por todo o processo parlamentar.

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