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Prefeito tucano enfrenta segunda greve em três meses em Ribeirão Preto

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MARCELO TOLEDO

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Com três meses de governo, o prefeito de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), Duarte Nogueira (PSDB), enfrenta a segunda greve de servidores municipais. A paralisação dos mais de 8.700 funcionários públicos foi deflagrada nesta quinta-feira (30), por tempo indeterminado.

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"Depois de 24 dias, nenhuma proposta de reajuste salarial foi feita para os servidores municipais, esgotando qualquer negociação", diz trecho de carta aberta do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto à população.

Em janeiro, nos primeiros dias da atual gestão, a paralisação durou cinco dias e ocorreu devido ao atraso no pagamento dos salários de dezembro -a cidade viveu um caos nos últimos meses do governo Dárcy Vera (PSD).

A pauta da categoria contempla 149 itens, dos quais os mais emblemáticos são o reajuste de 13% nos salários e no vale-alimentação (de R$ 823 para R$ 929).

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Segundo a prefeitura, se concedido, o aumento dos funcionários representaria gastos extras de R$ 152 milhões neste ano.

O primeiro dia da greve teve paralisação de 100% nas secretarias da Infraestrutura e Administração e de 70% nas pastas da Saúde e Educação, assim como na GCM (Guarda Civil Municipal), segundo o sindicato.

A saúde, que está atendendo casos emergenciais, manteve a vacinação contra a febre amarela e os exames do teste do pezinho.

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Além de paralisar as atividades, os servidores fizeram manifestação em frente ao Palácio Rio Branco, sede do governo, que reuniu 1.100 funcionários, ainda conforme o sindicato.

No Daerp (Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto), servidores da rua Pernambuco marcaram o ponto de manhã, mas se concentraram no pátio e não foram às ruas.

Uma decisão judicial obtida pela administração nesta quarta-feira (29) impedia a paralisação no setor.

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A Prefeitura de Ribeirão informou, por meio da CCS (Coordenadoria de Comunicação Social), que a adesão nesta quinta-feira foi de cerca de 20% do funcionalismo, afetando principalmente creches e unidades de saúde.

O governo confirmou a paralisação nos serviços de infraestrutura, como tapa-buracos e limpeza de bocas de lobo. A assessoria disse ainda que, nas outras secretarias, o trabalho foi normal.

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