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Governo venezuelano considera uma vitória rejeição a suspensão da OEA

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo da Venezuela considerou uma vitória de sua diplomacia a rejeição pelos países da OEA de suspender o país por violação Carta Democrática, como queria o secretário-geral, Luis Almagro, e a oposição a Nicolás Maduro.

Na terça (28), 20 dos 34 países-membros exigiram a convocação das eleições regionais adiadas e a libertar opositores presos. Porém, defenderam o diálogo e não acertaram as condições em que seria possível a suspensão.

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Para a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, houve uma vitória do que chamou de diplomacia da paz. "Estes países tiram comunicados dos bolsos, mas não foi ativada nem aplicada a Carta Democrática", disse nesta quarta (29).

"Sabemos que estavam tentando impor [a suspensão] através de chantagem, pressões, extorsões. Vimos deputados americanos a ameaçar grosseiramente, barbaramente aos países membros desta organização."

Ela fazia menção à tese defendida por Maduro de que EUA, e a oposição, chamada de "ultradireita", querem intervir no país. Também criticou os vizinhos críticos a Caracas, qualificando-os como "escondidos em suas intenções".

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"Estão preocupados com a Venezuela, mas nós teríamos motivos, e a região teria milhões de vezes mais motivos para estar preocupados com as realidades internas destes países que hoje pretendem nos julgar."

Rodríguez também informou que o governo enviará notas de protesto às nações "que fizeram acusações muito graves contra a Venezuela", mas sem mencionar que países receberiam as manifestações de repúdio.

Embora tenha criticado a pressão americana sobre os membros menores, a Venezuela lançou de outra estratégia para conseguir votos. Na semana passada, aumentou os volumes de petróleo subsidiado vendidos a países caribenhos.

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Os beneficiários foram Haiti, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Neves, Antígua e Barbuda e Granada. Os três primeiros votaram contra o relatório de Almagro, o quarto se absteve e o representante do quinto não foi à reunião.

ALTERNATIVA

A chanceler reiterou o chamado de Maduro de um debate sobre a pertinência de que a Venezuela continue a integrar a OEA. Na terça, o presidente questionou a necessidade do órgão, como ele e Hugo Chávez o fizeram no passado.

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"Para que serve a OEA aos povos do continente? Para que serve ao povo do Peru, que sofre as mudanças climáticas? O que fez a OEA? Para que serve aos imigrantes que são expulsos dos Estados Unidos aos milhares?"

Nos últimos 15 anos, Chávez e Maduro ameaçaram deixar a OEA diversas vezes por críticas a suas gestões. Ao mesmo tempo, promoveram como alternativa a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

A entidade, que integra Cuba e não tem a participação dos EUA e do Canadá, teve também o apoio de outros governos de esquerda, como os de Rafael Correa, Evo Morales, Cristina Kirchner e das administrações petistas no Brasil.

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