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Parlamento escocês aprova convocar novo plebiscito sobre independência

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - O Parlamento escocês aprovou nesta terça-feira (28) a convocação de um plebiscito pela independência do país.

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A realização da consulta, prevista para entre 2018 e 2019, depende do aval do governo britânico, que já sinalizou ter planos de impedi-la. Londres argumenta que o momento pede mais unidade entre os membros do Reino Unido, e não fragmentação.

A aprovação da convocação do plebiscito -por 69 votos a 59- ocorre um dia antes de a primeira-ministra britânica, Theresa May, dar início à retirada do Reino Unido da União Europeia, processo conhecido como "brexit".

A Escócia já realizou uma consulta similar em 2014, quando a independência foi rejeitada por 55% dos eleitores.

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Mas a líder escocesa, Nicola Sturgeon, acredita que, em meio à insatisfação causada pelo "brexit", poderá mudar a opinião pública.

O Reino Unido decidiu deixar a União Europeia em um plebiscito em junho de 2016, no qual a saída da UE foi aprovada por 52% dos eleitores. Os escoceses, porém, votaram em sua maioria (62%) pela permanência no bloco europeu.

Sturgeon argumenta que o governo britânico não tem levado em conta as aspirações da população escocesa durante as negociações para o "brexit" -May deve retirar o Reino Unido do mercado único europeu, por exemplo.

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A líder escocesa afirma que essa medida terminaria com milhares de empregos no país. May, por sua vez, acusa a rival de estar obcecada por um "nacionalismo divisivo".

Ambas se reuniram nesta segunda-feira (27), em um encontro descrito pela escocesa como "cordial", apesar da ausência de garantias britânicas sobre o plebiscito independentista.

Um levantamento recente estimou que 46% dos escoceses são a favor da independência, a proporção mais alta registrada desde que a pesquisa começou a ser realizada pelo NatCen, em 1999.

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Mas essa sondagem, feita entre julho e dezembro, também apontou um aumento do euroceticismo -a aversão à integração europeia- de 40% em 1999 para 67% hoje.

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