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Prazo para reparo prejudica pedestre, afirma consultor

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tapar um buraco no asfalto: 45 dias. Pintar faixa de pedestre apagada: 60 dias. Avaliar se uma árvore corre risco de cair, conserto de calçada e limpeza de córrego: 120 dias.

Esses são alguns dos prazos estipulados pela prefeitura para cumprir serviços simples de zeladoria na cidade.

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O consultor em mobilidade Horácio Figueira, mestre em engenharia pela USP, observa que a prioridade oficial deixa pedestres em segundo plano.

Tanto que arrumar uma calçada tem um prazo quase três vezes maior do que na rua. "Se eu tenho equipamento para tapar buraco na rua, eu teria que fazer a mesma coisa em calçada", afirma.

No início de fevereiro, a reportagem avisou a prefeitura sobre uma faixa de pedestres da av. Liberdade, no centro, completamente apagada, prejudicando a travessia. Na semana passada, continuava igual.

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