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PF pede prisão para deportação de alemão que vive em Cumbica há meses

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal encaminhou, nesta sexta-feira (24), à Justiça Federal, um pedido de prisão contra o alemão Stephan Brode, 44, que tem vivido no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (na Grande SP), há cerca de três meses, e foi flagrado agredindo passageiros.

Segundo a Polícia Federal, o pedido de deportação acontece depois do vencimento do visto de turista, que o alemão tinha para permanecer no Brasil. Caso o pedido de deportação seja acatado, Brode será preso e depois conduzido coercitivamente ao seu país de origem, com escolta de dois policiais federais.

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Também nesta sexta, representantes do consulado alemão estiveram no aeroporto para falar com o estrangeiro. Segundo a Polícia Civil, eles foram para a delegacia localizada no aeroporto, mas apenas para conversarem. Brode não foi detido, apesar de ter sido flagrado por câmeras de segurança agredindo passageiros.

Ao menos sete agressões do alemão já foram flagradas, mas, segundo a polícia, nenhum boletim de ocorrência foi registrado. Mesmo que isso ocorresse, a polícia destaca que se trata de um crime de menor potencial ofensivo e, por isso, ele não deveria ser detido.

Brode chegou em novembro ao Brasil, vindo de um voo de Casablanca, no Marrocos, e faria uma conexão para ir a Nova York e retornar ao seu país natal, em Frankfurt. Ele, porém, teria perdido a conexão, não conseguido pagar para remarcar o voo e passou a viver no aeroporto de Cumbica desde então.

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Sem comida, o alemão mexe nos cestos de lixo do aeroporto e espalha sujeira pelo local. Ao Jornal Hoje, da TV Globo, Brode negou qualquer agressão. "Não sou boxeador", disse.

A administração do aeroporto informa que não tem poder de polícia para interferir na situação, mas que monitora por 24 horas a circulação de Brode no local, reportando aos órgãos de segurança competentes.

Na última quinta, o Consulado Geral da República Federal da Alemanha disse, em nota, que está cuidando do caso, mas que não divulgará informações para preservar a privacidade de Brode. "Oferecemos todo o apoio consular possível. Mantemos um contato estreito e cooperamos com todas as autoridades brasileiras competentes".

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