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Governo Trump ordena a embaixadas mais rigor para dar vistos para os EUA

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, ESTADOS UNIDOS (FOLHAPRESS) - Em telegramas enviados na última semana a todas as embaixadas dos Estados Unidos pelo mundo, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, ordenou que haja um aumento no rigor de entrevistas para a concessão de vistos a determinados grupos de viajantes.

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Nos documentos, divulgados pela agência Reuters e pelo jornal "The New York Times", Tillerson orientou os postos a identificar "populações que justifiquem maior análise", sobre as quais serão adotadas medidas mais rígidas, como um questionamento detalhado sobre o histórico do solicitante de visto.

Entre as informações adicionais que serão cobradas de quem for considerado dentro do grupo suspeito estão o histórico de viagens e de trabalho e os endereços da pessoa nos últimos 15 anos, além de números de telefone, endereços de e-mail e contas de mídia sociais utilizados nos últimos cinco anos.

Para pessoas que "já estiveram em território controlado pelo Estado Islâmico", o secretário de Estado ordena uma "checagem obrigatória de mídias sociais". "Os funcionários consulares não podem hesitar em recusar nenhum caso que apresente questões preocupantes de segurança", escreveu Tillerson. "Todas as decisões de visto são decisões de segurança nacional", completou.

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O texto não especifica que critérios -como nacionalidade ou sobrenome, por exemplo- deverão ser observados para determinar os alvos das novas medidas. O aumento do rigor poderá ser aplicado a solicitantes de visto de turismo e de negócios e familiares de residentes nos EUA.

Aparentemente, as novas regras só pouparão os 38 países cujos cidadãos têm a entrada facilitada pelo programa de isenção de vistos -como a maioria das nações europeias, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Coreia do Sul. O Brasil não faz parte desse programa, mas não há nenhuma referência específica ao país nos telegramas.

Em 2016, os EUA emitiram mais de 10 milhões de vistos para estrangeiros.

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As novas orientações colocam em prática as diretrizes apontadas por um memorando de Donald Trump determinando o reforço do procedimentos para concessão de visto. O texto foi assinado em 6 de março, no mesmo dia da assinatura da nova ordem executiva que vetava a entrada nos EUA de cidadãos de seis países de maioria muçulmana -Irã, Síria, Líbia, Iêmen, Sudão e Somália.

O decreto, no entanto, seria suspenso por uma decisão judicial um dia antes de quando entraria em vigor, na última semana.

No telegrama de Tillerson, enviado antes que a ordem executiva fosse barrada por um tribunal do Havaí, também havia orientações sobre como os postos deveriam lidar com os cidadãos dos seis países listados. No dia seguinte, contudo, ele teve que enviar um novo comunicado cancelando as diretrizes da mensagem anterior.

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