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Ante provável derrota, republicanos adiam votação do Trumpcare

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Diante de uma provável derrota na Câmara do projeto para substituir o Obamacare, os líderes da maioria republicana na Casa adiaram para a manhã desta sexta-feira (24) a votação do texto no plenário, que estava marcada inicialmente para a noite desta quinta (23).

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A ideia é que deputados republicanos se reúnam na noite desta quinta para ver como podem superar a divisão no partido sobre a chamada Lei de Saúde Americana.

"Estamos muito confiantes que a lei vai passar amanhã de manhã", disse a vice-porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders, ao confirmar a nova data.

Negociações vinham ocorrendo de forma intensa nos últimos dias, mas os deputados do Caucus da Liberdade se mostraram irredutíveis até esta quinta e prometiam votar contra o texto.

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No Congresso americano, os caucus, espécie de frente parlamentar, são bancadas com interesses afins, como a bancada ruralista ou a evangélica no Congresso brasileiro.

Até a tarde desta quinta, 37 republicanos -a maioria deles integrantes desse caucus- tinham anunciado sua oposição à proposta do presidente da Câmara, o também republicano Paul Ryan. Para que a lei passasse, no entanto, apenas 22 republicanos poderiam votar contra o projeto de lei.

Nesta quinta, contudo, o presidente do Caucus da Liberdade, Mark Meadows (Carolina do Norte), um dos principais críticos da proposta, disse que a proposta "pode ser resolvida" nesta quinta.

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Os esforços para convencer a ala mais conservadora do partido envolveu diretamente o presidente Donald Trump, que realizou encontros na Casa Branca com deputados e, na última terça (21), foi ao Capitólio para alertar que os que votassem contra o texto poderiam perder seus assentos nas eleições legislativas de 2018.

Entre os republicanos mais conservadores, a posição é de que o projeto apresentado por Ryan não reduz de forma suficiente o preço dos planos de saúde e não diminui a presença do Estado no financiamento da assistência médica.

Mas o Trumpcare, como foi apelidado, também enfrenta resistência entre os republicanos mais ao centro. Para estes, assustou a projeção feita pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), agência não partidária ligada ao Congresso americano, de que 24 milhões podem perder a cobertura nos próximos dez anos com a proposta republicana.

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Eles temem as mudanças previstas sobre o Medicaid e querem mudanças nos critérios estabelecidos pelo novo projeto para a concessão de créditos fiscais, para que ofereçam apoio também aos mais pobres.

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