ATUALIZADA - Reino Unido veta eletrônicos em voos de países do Oriente Médio
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Reino Unido anunciou nesta terça-feira (21) restrições ao transporte de eletrônicos em voos partindo de seis países do Oriente Médio e norte da África.
O anúncio segue decisão parecida com a tomada pelos EUA, que passam a obrigar passageiros oriundos de países da região a despacharem equipamentos como notebooks, tablets, câmeras e leitores de DVD portáteis.
Segundo porta-voz da primeira-ministra britânica, Thereza May, a restrição entra em vigor imediatamente e afeta voos vindos de Turquia, Líbano, Jordânia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita.
A medida é mais ampla do que a americana, que limita-se à companhias estrangeiras e a dez aeroportos de oito países: Doha (Qatar), Al Kuait (Kuait), Dubai e Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Riad e Jidda (Arábia Saudita), Cairo (Egito), Amã (Jordânia), Casablanca (Marrocos) e Istambul (Turquia).
Segundo o jornal local "The Guardian", a British Airways e a Easy Jet são algumas das várias companhias britânicas atingidas pela medida. Entre as estrangeiras estão as populares Turkish Airlines e a Royal Jordanian.
Celulares, laptops e tablets maiores do que 16 centímetros de comprimento, 9,3 centímetros de largura e 1,5 centímetro de espessura serão proibidos dentro da cabine e terão que ser despachados. Essas são as dimensões aproximadas de um iPhone.
A decisão dos britânicos foi tomada após semanas de discussões sobre a segurança em aeroportos. Além de EUA e Reino Unido, outros países estão estudando o mesmo tipo de restrição em voos.
ESTADOS UNIDOS
A nova política adotada pelos EUA também entrou em vigor nesta terça (21). As empresas Royal Jordanian Airlines, Egypt Air, Turkish Airlines, Saudi Arabian Airlines, Kuwait Airways, Royal Air Maroc, Qatar Airways, Emirates e Etihad Airways têm até sexta (24) para se adequarem.
Autoridades dizem que a decisão não tem relação com o empenho do presidente Donald Trump em impedir temporariamente a entrada de pessoas de alguns países de maioria muçulmana.
A porta-voz do Departamento de Segurança Doméstica, Gillian Christensen, afirmou que o governo "não visa nações específicas. Nós nos baseamos em inteligência analisada para determinar os aeroportos afetados".
O grupo de direitos humanos Anistia Internacional declarou que as proibições despertam "sérios temores de que isto seja mais intolerância disfarçada de política".
Integrantes do governo afirmaram na segunda (20) que as medidas foram motivadas por relatórios que apontam tentativas de grupos em contrabandear explosivos dentro de eletrônicos.
"O governo está preocupado com o interesse de terroristas em visar a aviação comercial nos últimos dois anos", disse uma autoridade de contraterrorismo dos EUA.
"Informações indicam que esforços de grupos terroristas para executar um ataque contra o setor da aviação se intensificaram", afirmou.
