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nstitutos divergem sobre presença de febre amarela na cidade do Rio

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LUIZA FRANCO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Enquanto o governo do Rio se esforça para tranquilizar a população dizendo que não há febre amarela na capital, dois institutos, ambos credenciados pelo Ministério da Saúde, chegam a conclusões diferentes sobre o assunto.

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Quatro saguis e um macaco-prego foram encontrados mortos em florestas na zona sul e na zona norte. O primeiro resultado, do Instituto Evandro Chagas, no Pará, deu positivo para febre amarela.

O Evandro Chagas é o laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde para o diagnóstico da febre amarela.

A pedido do governo do Rio, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) fez outra análise, que não encontrou o vírus nos macacos -segundo o governo, sinal de que não há casos da doença na capital.

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Diante do impasse, o ministério diz que o teste da Fiocruz não pode ser considerado contraprova pois as análises diferem nas amostras e métodos utilizados. A pasta evita dizer qual dos dois é mais confiável e não informou se será feito um terceiro teste.

"Qualquer um dos resultados, no entanto, não interferem na estratégia adotada [no Rio]. Afinal, não há evidência de circulação do vírus da febre amarela na cidade do Rio de Janeiro", diz, em nota.

O presidente do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos, disse que não comentaria o assunto, que, segundo ele, já gerou muito desgaste. "Mantemos nossa posição. Somos o laboratório de referência."

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O presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Lacerda Nogueira, diz que é comum haver discordância em laboratórios porque há metodologias diferentes. "É para isso que serve o laboratório de referência."

Nesta terça (21), a Secretaria Estadual da Saúde do Rio confirmou um terceiro caso de febre amarela no Estado, também em Casimiro de Abreu.

A nova vítima mora na zona rural da cidade e está internada, em estado estável, na capital fluminense.

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