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ATUALIZADA - Aeroporto de Paris é fechado após homem ser morto por atacar militar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um homem foi morto após tentar roubar a arma de uma militar no aeroporto de Paris-Orly na manhã de sábado (18). Não houve feridos.

Após o ataque, o aeroporto foi fechado e mais de 3.000 pessoas foram retiradas do terminal sul às pressas. Passageiros que estavam em voos recém-chegados não puderam sair dos aviões.

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O incidente ocorreu por volta das 8h30 no horário local (4h30 em Brasília). O homem, cujo nome não foi revelado, agarrou uma soldado, jogou-a no chão e tentou pegar a arma dela, mas não conseguiu. Em seguida, ele se escondeu em uma loja, porém foi encontrado e morto por outros agentes.

"Estávamos na fila do check-in quando ouvimos três ou quatro tiros", disse o passageiro Franck Lecam, 54.

"Foi um pânico generalizado. As pessoas corriam por todas as partes", disse Sofiane Slim, 30, funcionário de uma empresa aérea.

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Equipes de segurança fizeram buscas por explosivos, mas nada foi achado.

O local voltou a funcionar parcialmente por volta das 13h30 no horário local. Orly é o segundo maior aeroporto da capital francesa.

Mais cedo, o mesmo suspeito esteve envolvido em outro confronto. Por volta de 6h50, ele atirou em um policial para escapar de uma blitz no norte de Paris e fugiu em um carro roubado, que foi encontrado perto do aeroporto Orly.

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O governo francês fará uma investigação para definir se o caso foi um ato terrorista. "Há a possibilidade de uma motivação terrorista mas é algo que o sistema judicial terá de determinar", disse Pierre-Henri Brandet, porta-voz do Ministério do Interior.

As autoridades disseram que o homem tinha 39 anos e nove registros em sua ficha criminal, relacionados a roubos e drogas, mas que não estava na lista de suspeitos de planejar atos terroristas.

A soldado vitima do ataque integra a Sentinela, operação do Exército responsável por patrulhar aeroportos e outros locais que podem ser alvos de terrorismo. O grupo de reforço à polícia foi criado após o ataque ao jornal "Charlie Hebdo", em janeiro de 2015, que deixou 12 vítimas.

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Os incidentes do sábado ocorreram cinco semanas antes das eleições presidenciais, nas quais a segurança nacional é um tema-chave.

A França segue sobre alerta elevado depois que ataques terroristas mataram ao todo 238 pessoas nos últimos dois anos. O maior deles deixou 130 mortos em Paris em novembro de 2015.

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