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Doria quer cafeterias e doação de editoras para bibliotecas da prefeitura

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ISABELLA MENON

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo junto com a secretaria municipal de Cultura lançou o programa "Biblioteca Viva", nesta quinta-feira (16), com o objetivo de incentivar a população a frequentar regularmente bibliotecas. O projeto implementará internet sem fio gratuita em todas as instituições, divisão de livros por temas e novas formas de exposição, nomeação de embaixadores para cada biblioteca e uso dos espaços como centros culturais.

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Livros novos que caminhem com lançamentos de filmes também serão adquiridos, porém o secretário de Cultura André Sturm explicou que, para isso, estão "fazendo acordos com as editoras para que a gente compre livros próximos ao custo. Ao contrário do que acontece hoje, em que os livros são comprados de distribuidores."

O prefeito de São Paulo interferiu Sturm com um pedido, "queria aproveitar o embalo e recomendar ao secretário que peça de graça esses livros. Já compramos tantos livros, agora está na hora deles [editoras] doarem um pouco".

Muitas bibliotecas contam com apenas dois funcionários. Com orçamento reduzido, a alternativa encontrada foi a contratação de estagiários, entre 18 e 29 anos, por meio do programa Jovem Monitor Cultural. "Temos recursos para contratar 200 desses jovens. Boa parte deles trabalharão nas bibliotecas", explicou Sturm.

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Segundo o secretário de cultura, as programações culturais implantadas não visam a descaracterização das bibliotecas, "não vamos fazer show de rock, não vamos fazer eventos que inviabilizem a função principal da biblioteca que é a leitura. Vamos fazer programações que combinem com o ambiente".

Até o dia 30 de abril será implantado em todas as 54 bibliotecas rede de wi-fi gratuito, "para permitir que as pessoas possam estar dentro do mundo digital nas bibliotecas públicas municipais", afirmou o prefeito João Doria.

Inspirado nas bibliotecas da Colômbia, os livros terão nova forma de exposição: em vez de expostos lateralmente, serão expostos frontalmente "como nas grandes livrarias de São Paulo que as pessoas se encantam com o título, imagem e fotografia do livro exibido", afirmou o prefeito.

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Os livros também serão divididos por temas, "exatamente como acontecem nas grandes livrarias nos últimos anos, como um ponto de atratividade", enfatizou Doria.

Ainda sobre livrarias, Doria afirmou que a prefeitura vai tentar concessão para cafés. "Café é uma coisa que combina muito com essa interatividade e traz esse mesmo ambiente que as grandes livrarias já oferecem."

O programa prevê também a abertura aos domingos das bibliotecas, por um período de quatro horas. Apenas três instituições não abrirão, "por questões pontuais", disse o secretário da Cultura.

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Também foi anunciado que cada biblioteca terá um embaixador, representado por autores consagrados que incentivem o uso de bibliotecas e se envolvam na curadoria de programações literárias. "Eles vão criar um vínculo com a população, achei essa ideia absolutamente formidável, podemos depois avançar para outras áreas, como na música", disse Doria.

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