Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Premiê vence eleição na Holanda, e extrema direita vai pior que esperado

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIOGO BERCITO

HAIA, HOLANDA (FOLHAPRESS) - O premiê conservador da Holanda, Mark Rutte, venceu as eleições parlamentares desta quarta-feira (15). Ele derrotou o partido do candidato de extrema direita Geert Wilders, que liderou as pesquisas nos últimos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O triunfo de Rutte e o desempenho abaixo do esperado de Wilders são o primeiro refluxo de uma tendência ascendente da direita populista nos EUA e na Europa.

"Esta é uma noite em que a Holanda, depois do 'brexit' [saída do Reino Unido da União Europeia] e de Trump, disse: Basta do tipo de populismo errado", afirmou Rutte.

A sigla do premiê, o VVD (Partido Popular para a Liberdade e Democracia), conseguiu 33 dos 150 assentos, com 94,3% das seções eleitorais apuradas. Wilders, do populista PVV (Partido da Liberdade), estava em segundo lugar, com 20, com uma cadeira a mais que o CDA (Apelo Democrata Cristão) e o D66 (Democratas 66).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Wilders havia baseado sua campanha na aversão a imigrantes e na promessa de deixar a União Europeia. Se o resultado se confirmar, seu partido terá crescido sua bancada em 5 assentos em comparação com o pleito de 2012.

O PvdA (Partido Trabalhista) sofreu, por sua vez, uma derrota histórica. A sigla conquistou só 9 assentos, contra 38 cinco anos atrás.

O comparecimento nas urnas, estimado em 77,7%, foi o maior nos últimos 31 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

REPERCUSSÃO

Os resultados da eleição holandesa foram acompanhados em todo o continente europeu. Angela Merkel, chanceler alemã, parabenizou Rutte por telefone.

O voto na Holanda foi tratado como uma medida da força do populismo de direita, o que também ocorrerá no pleito da França, em abril, e da Alemanha, em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há afinidade entre o discurso do PVV e o da Frente Nacional, na França, e da Alternativa para a Alemanha. Esse trio coincide, por exemplo, na rejeição à UE.

Mesmo que o PVV não tenha vencido o pleito, suas 20 cadeiras serão vistas como sinal do apoio a suas ideias.

Wilders defendeu expulsar parte dos imigrantes marroquinos, a quem se refere como "escória", e proibir o Alcorão, livro sagrado do islã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O que chamo de partidos patrióticos estão ganhando fôlego", disse Wilders ao votar em uma escola em Haia.

"Qualquer que seja o resultado das eleições de hoje, o gênio não irá voltar para a lâmpada, e essa revolução patriótica, quer seja hoje ou amanhã, acontecerá."

Como nenhum partido obterá maioria, será necessário negociar coalizões. Neste espectro bastante fragmentado, o processo deve demorar meses. Em 1977, foram 208 dias até se formar a coalizão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dificilmente o radical Wilders fará parte do próximo governo. As demais forças políticas já sinalizaram que não vão se aliar a ele.

ELEITORES

A coalizão resultante das negociações terá de lidar com a indicação feita nas urnas de que a imigração é uma questão política urgente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa era a principal preocupação de dois dos eleitores encontrados pela Folha nesta quarta em Haia, sede do Parlamento holandês.

"Não sabemos se essas pessoas estão vindo para a Holanda fugindo de guerras ou pelo interesse na economia", disse um deles na prefeitura, sem revelar o nome.

"Nós pagamos bastante imposto aqui e não gostamos quando vemos que imigrantes não querem trabalhar e ajudar a construir o país."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seu colega, concordando com acenos da cabeça, afirmou em seguida: "Os imigrantes têm que ser obrigados a falar holandês e a entender a cultura local".

Em um país em que o voto da extrema direita foi demonizado nas últimas semanas, a exemplo do visto nos EUA, o silêncio desses eleitores era tão comum que motivou preocupações de que Wilders tivesse mais apoio do que o sugerido pelas pesquisas.

"Eles têm medo de serem chamados de racistas", diz Joost Niemoller, autor de um livro sobre os eleitores do PVV e simpatizante da sigla.

A principal questão para esses eleitores, diz Niemoller, é a identidade holandesa. "Seus entornos estão se transformando, e eles se sentem perdidos", afirmou.

Estima-se que 230 mil pessoas tenham imigrado para a Holanda em 2016. Subtraídas as 141 mil pessoas que emigraram, houve um aumento de 89 mil. A população da Holanda é de 17 milhões.

As cidades têm se transformado, congregando cada vez mais etnias. O número de municípios com entre 10% e 25% de imigrantes não ocidentais dobrou entre 2002 e 2015, segundo o governo.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV