ATUALIZADA - Comissão diz não crer em grampos contra Trump
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Líderes da Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA disseram nesta quarta (15) não acreditar que o presidente Donald Trump tenha sido grampeado pelo governo durante o período eleitoral no ano passado.
O presidente da comissão, o republicano Devin Nunes, e o líder democrata do comitê, Adam Schiff, lembraram que Trump não apresentou provas sobre a suposta espionagem, que teria sido ordenada pelo então presidente Barack Obama, que nega as acusações.
Eles também disseram que pretendem ouvir representantes do FBI e da NSA (Agência de Segurança Nacional) em uma audiência da comissão na próxima segunda-feira.
A investigação no Congresso sobre os supostos grampos foi aberta a pedido da Casa Branca após o presidente fazer acusações contra seu antecessor nas redes sociais.
O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse nesta terça que Trump está "confiante" de que o Departamento de Justiça encontrará provas para sustentar a acusação.
O departamento tinha até a última segunda-feira para entregar ao Comitê de Inteligência da Câmara documentos que comprovassem a suposta ação de espionagem. O órgão, no entanto, pediu mais tempo, e o comitê esticou o prazo por uma semana.
O próprio Spicer e outros assessores, porém, vinham sugerindo que as declarações de Trump sobre a suposta espionagem não deveriam ser tomadas literalmente.
Na segunda, o porta-voz havia dito que o presidente não quis dizer que Obama havia pessoalmente ordenado a instalação de grampos nos telefones da Trump Tower, que funcionou como quartel-general da equipe de campanha de Trump, em Nova York.
