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ATUALIZADA - Boca de urna aponta vitória de premiê e derrota dos populistas na Holanda

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

HAIA, HOLANDA (FOLHAPRESS) - A primeira sondagem divulgada após o fechamento das urnas na Holanda aponta para a vitória do VVD (Partido Popular para a Liberdade e Democracia), de centro-direita. Os resultados são provisórios e serão atualizados durante as próximas horas.

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A sigla do atual premiê, Mark Rutte, teria obtido 31 dos 150 assentos do Parlamento. O PVV (Partido da Liberdade), de extrema direita, receberia 19 -um resultado decepcionante para seu líder, Geert Wilders, que liderou diversas pesquisas de opinião nos últimos meses.

Outros dois partidos, o CDA e o D66, aparecem com 19 assentos, atestando a fragmentação do espectro eleitoral holandês.

O PvdA (Partido Trabalhista), do socialista Lodewijk Asscher, sofreu uma derrota histórica, segundo a sondagem. A sigla teria conquistado apenas nove assentos, comparados aos 38 das eleições de 2012.

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Os resultados desse pleito serão acompanhados em todo o continente europeu.

O voto na Holanda foi tratado, nas últimas semanas, como uma medida da dimensão do populismo de direita, que também rondará as eleições na França, em abril e maio deste ano, e na Alemanha, em setembro.

Há afinidade entre o discurso do PVV e o da Frente Nacional, na França, e o da AfD (Alternativa para a Alemanha). Esse trio coincide, por exemplo, na aversão ao islã e na rejeição à União Europeia.

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"O que chamo de partidos patrióticos estão ganhando fôlego", disse Wilders ao votar em uma escola em Haia.

O candidato defende expulsar parte dos imigrantes marroquinos, a quem se refere como "escória", além de retirar a Holanda da União Europeia —uma perspectiva especialmente preocupante após o Reino Unido votar em junho do ano passado por sair do bloco.

"Qualquer que seja o resultado das eleições de hoje, o gênio não irá voltar para a lâmpada e essa revolução patriótica, quer seja hoje ou amanhã, acontecerá."

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O premiê Mark Rutte, do VVD, havia dito anteriormente que as eleições holandesas seriam as quartas de final antes da semifinal, disputada na França, e das finais na Alemanha —com efeitos em todo o bloco.

"O restante do mundo verá, depois do 'brexit' e das eleições americanas, que outra vez o tipo errado de populismo venceu", disse.

COALIZÃO

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Como nenhum partido recebeu mais de 31 assentos, nenhum deles será capaz de governar sozinho. É preciso ter a maioria do Parlamento, de 150 cadeiras.

Este pleito, em especial, marcou a pulverização do espectro político, com um recorde de 28 siglas concorrendo. As negociações entre elas deverão demorar meses.

A fragmentação dos partidos significa que dificilmente Wilders fará parte do governo. As demais forças políticas já sinalizaram que não vão se aliar ao líder da extrema direita em nenhuma hipótese.

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Mas o enfraquecimento das principais siglas também pode significar que haverá menos "capacidade e vontade política" para defender uma Europa forte, afirma o analista Sijbren de Jong.

Para Andy Langenkamp, está em jogo a posição da Holanda no debate atual sobre os rumos da União Europeia, que passa por uma crise política.

"Pode ser difícil ajudarmos a formular as respostas a essas tempestades", diz. "Isso é ainda mais doloroso porque a Holanda foi um dos Estados fundadores do projeto europeu e um de seus principais defensores."

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RESULTADOS

As urnas foram abertas durante a manhã e a votação foi encerrada às 21h locais (17h em Brasília).

Não havia nenhuma movimentação extraordinária em Amsterdã ou em Haia, onde tampouco eram vistos cartazes dos candidatos. As aglomerações entre os canais da cidade eram causadas por filas em cafés e museus, e não eleitores.

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As primeiras sondagens foram divulgadas após o fechamento das urnas, mas os resultados mais definitivos podem tardar, chegando apenas no dia seguinte.

A demora está relacionada à decisão do governo holandês de contar os votos manualmente, diante da preocupação de que haja interferência russa nos sistemas.

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