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Urnas se abrem na Holanda com queda no apoio a sigla xenófoba

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

AMSTERDÃ, HOLANDA (FOLHAPRESS) - Holandeses vão às urnas nesta quarta-feira (15) em eleições parlamentares que serão acompanhadas em todo o continente europeu.

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O voto na Holanda deve indicar a dimensão da ameaça populista de direita, que também ronda as eleições na França, em abril, e na Alemanha, em setembro.

O PVV (Partido da Liberdade), de extrema-direita, pode ser um dos vencedores deste dia. A sigla, do radical Geert Wilders, liderou pesquisas de opinião nos últimos meses, apesar de números mais recentes sugerirem um declínio em seu apoio.

O partido poderia ter 20 assentos, atrás dos 29 previstos para o VVD (Partido Popular para a Liberdade e Democracia), de centro-direita.

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O avanço da extrema-direita e a atenção recebida pelo discurso xenófobo de Wilders devem inspirar as campanhas do partido francês Frente Nacional e da Alternativa para a Alemanha, que compartilham uma ideologia contrária a migrantes, ao islã e à União Europeia.

"O que chamo de partidos patrióticos estão ganhando fôlego", disse Wilders ao votar em uma escola em Haia.

O candidato defende expulsar parte dos migrantes marroquinos, a quem chama de "escória", e a proibição do Alcorão, livro sagrado do islã, além de retirar a Holanda da União Europeia.

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"Qualquer que seja o resultado das eleições de hoje, o gênio não vai voltar para a lâmpada e essa revolução patriótica, quer seja hoje ou amanhã, acontecerá."

O premiê Mark Rutte, do VVD, havia dito anteriormente que as eleições holandesas seriam as quartas de final antes da semi-final, disputada na França, e das finais na Alemanha -com efeitos em todo o bloco.

"O restante do mundo verá, depois do 'brexit' e das eleições americanas, que mais uma vez o tipo de errado de populismo venceu."

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RESULTADOS

As urnas foram abertas durante a manhã e os votos vão ser encerrados às 21h locais (às 17h em Brasília).

Não havia nenhuma movimentação extraordinária em Amsterdã, onde tampouco eram vistos cartazes dos candidatos. As aglomerações entre os canais da cidade eram causadas por filas em cafés e museus, e não pelo voto.

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As primeiras sondagens devem ser divulgadas a partir das 22h locais (às 18h em Brasília). Resultados mais confiáveis devem tardar, possivelmente chegando apenas no dia seguinte.

A demora está relacionada à decisão do governo holandês de contar os votos manualmente, diante da preocupação de que haja interferência russa nos sistemas.

FRAGMENTAÇÃO

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Independente de quem vença as eleições holandesas, nenhum partido deve ser capaz de governar sozinho. Nenhum deles, afinal, deve receber mais de 20% dos votos. Eles estarão distantes de ter a maioria do Parlamento, de 150 cadeiras.

Este pleito, em especial, marca a pulverização do espectro político, com um recorde de 28 siglas concorrendo. As negociações entre elas deverão demorar meses.

A fragmentação dos partidos significa, também, que dificilmente o radical Wilders fará parte do governo. As demais forças políticas já sinalizaram que não vão se aliar a ele sob nenhuma hipótese.

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